7 Stocks to Buy Before the Robots Take Over
The next AI trade may not be another chatbot.
It may be surgical robots, automated warehouses, smart factories, and machine vision systems already reshaping how companies operate.
MarketBeat’s new 7 Stocks to Buy Before the Robotics Revolution report reveals seven companies positioned across the automation boom, from robot builders and AI chip leaders to machine vision providers and factory automation giants.
This is where AI gets a body.
And as labor shortages, wage pressure, and supply chain stress push more companies toward automation, these stocks could move before the robotics story becomes impossible to ignore.
The report normally sells for $29.97, but it is free for a limited time.

Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
TERÇA-FEIRA · 23 DE JUNHO DE 2026
☕ Bom dia
Começamos pelo humor do mercado: o Focus subiu a inflação esperada pela 15ª vez seguida, a 5,33% para 2026, e o mercado já vê só mais um corte de juros este ano.
Na conta que mais pesa, o Brasil gasta 7,9% da renda do país só com juros da dívida, mais que qualquer outro no mundo, mesmo devendo menos que muita gente.
E a nova Ipsos-Ipec traz 38% reprovando o governo, mas com o otimismo sobre a economia de volta à frente do pessimismo, 36% a 32%.

Foto: Banco Central do Brasil / Wikimedia Commons
Brasil · Juros e inflação
Boletim Focus · Copom · inflação implícita
Mercado aposta em inflação perto de 6% e economistas veem juros a 14% no Focus
Toda segunda o Banco Central divulga o Focus, a pesquisa em que reúne as projeções de cerca de cem bancos e consultorias para a economia. O de ontem trouxe um recado incômodo: a inflação esperada para 2026 subiu de novo, de 5,30% para 5,33%, a 15ª alta seguida, indo cada vez mais para longe da meta de 3%. E a aposta de juros mudou de tom, com o mercado já trabalhando com só mais um corte neste ano e a taxa básica perto dos 14% até dezembro.
A virada começou na semana passada. O Copom cortou os juros de 14,50% para 14,25% ao ano, um corte até esperado, mas o fez admitindo no próprio comunicado que a inflação piorou, e ainda esticou o prazo que usa de referência para mirar a meta. A leitura dos investidores foi direta: o Banco Central forçou a barra para continuar afrouxando, e o preço disso é a credibilidade.
O mesmo nervosismo apareceu no mercado de títulos públicos. A inflação implícita, que é a inflação embutida no preço dos papéis do Tesouro, saltou nos dias seguintes à decisão: foi para a casa dos 5,4% nos prazos mais curtos e beirou 5,8% nos mais longos, perto das máximas do último ano e quase o dobro da meta. É o jeito que o mercado tem de dizer, em números, que não comprou a ideia de inflação sob controle.
E o Brasil ainda foi na contramão do mundo. Lá fora, o acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou o petróleo para baixo de US$ 80 e ajudou a esfriar a inflação esperada em vários países. Aqui ela subiu, num ano de eleição e com o gasto público acelerando, justo quando havia espaço para aproveitar o alívio que veio de fora.
As implicações vão além das telas dos operadores. Inflação esperada mais alta e juro alto por mais tempo encarecem tudo o que depende de crédito, do financiamento da casa ao capital de giro das empresas, e deixam ainda mais pesada a conta de juros da dívida pública. Pior: a expectativa tem o hábito de se realizar. Quando o mercado passa a esperar mais inflação, isso entra nos reajustes e nos contratos e empurra os preços de fato, o que obriga o Banco Central a segurar os juros no alto por mais tempo para reancorar as contas.
O que a teoria diz
Todo banco central age por uma "função de reação": uma regra mais ou menos previsível de quanto mexer no juro quando a inflação sobe. A referência é a regra de Taylor (Taylor, 1993), e Clarida, Galí e Gertler (2000) apontaram o ponto central: para ancorar as expectativas, o juro precisa subir mais do que a inflação, senão o juro real cai e os preços desgarram. Em emergentes a régua é mais dura. Fraga, Goldfajn e Minella (2003), dois deles ex-presidentes do BC, mostram que economias como a brasileira têm expectativas menos ancoradas e pagam caro por qualquer deslize, o que exige reagir com mais firmeza para construir credibilidade.
E daí?
Foi quase o contrário disso que o BC fez: cortou com a inflação piorando e ainda esticou o prazo para mirar a meta, se afastando da própria função de reação. O mercado respondeu na hora, subindo a inflação implícita e a aposta de juros no Focus. O risco é o corte virar um tiro no pé. Blanchard (2004), estudando o próprio Brasil, descreveu a armadilha da dominância fiscal: quando a dívida assusta, um juro visto como leniente pode enfraquecer o câmbio e empurrar a inflação para cima, não para baixo. Se as condições piorarem, o afrouxamento de hoje pode cobrar juros mais altos por mais tempo amanhã.
💬 A frase
"A inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta."
Comunicado do Copom, na decisão de 17 de junho
O Banco Central escreveu isso no mesmo documento em que cortou os juros. É essa contradição, admitir que a inflação piorou e ainda assim afrouxar, que deixou o mercado de pé atrás na semana passada. (link)
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Foto: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons
Brasil · Dívida pública
FMI e OCDE · juros pagos · % do PIB
A dívida do Brasil não é grande, é cara
Lula tem repetido que o tamanho da dívida do Brasil não seria um problema: afinal, há país muito mais endividado por aí que nunca quebrou. O argumento soa convincente, mas deixa de fora a metade que mais pesa. Dá para mostrar com dois personagens.
João ganha R$ 10 mil por mês. Pegou R$ 50 mil emprestado com um agiota e paga R$ 5 mil de juros todo mês, metade do salário. Pedro ganha R$ 50 mil e deve o dobro de João, R$ 100 mil, mas pegou no banco a juro baixo: paga R$ 4 mil por mês, 8% do que recebe. João deve menos e está afundado. Pedro deve o dobro e quase não sente.
Com países, a lógica é a mesma. O tamanho da dívida é só metade da conta. A outra metade é quanto custa carregar essa dívida, e é nessa parte que o Brasil aparece mal na foto, como mostra o gráfico.


Cada ponto é um país: quanto mais à direita, mais endividado; quanto mais para cima, mais gasta com juros. O Brasil, em vermelho, está lá no topo, sozinho, sem ser nem de longe o mais endividado.
O Brasil lidera o ranking do gasto: 7,9% de tudo o que o país produz vai só para pagar juros, o maior número da lista. E olha que a nossa dívida, 91% da economia, é menor que a de boa parte do mundo rico.
Compara. A França deve mais que o Brasil, 116%, e gasta só 2,2% com juros, menos de um terço do nosso. Os Estados Unidos devem 125%, quase uma vez e meia a dívida brasileira, e pagam 4,7%, pouco mais da metade do que pagamos.
Por que eles podem dever tanto e gastar tão pouco? Porque o dinheiro custa pouco lá fora, e caro aqui: o juro básico brasileiro está em 14,25% ao ano. E o juro é alto porque o credor cobra caro de quem ele desconfia. Volta aos personagens: João já deu calote cinco vezes e segue gastando sem freio; Pedro pagou tudo, até nos anos ruins. O Brasil é o João, já deu calote na dívida externa cinco vezes, a última na moratória de 1987. França e Estados Unidos são o Pedro.
Dívida grande com juro baixo é administrável. Dívida menor, mas com o juro de quem já deu calote, é outra história. É nessa segunda categoria que o Brasil está.
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Foto: Ricardo Stuckert / PR (Wikimedia Commons)
Brasil · Política
Ipsos-Ipec · avaliação do governo · junho
O brasileiro reprova o governo, mas voltou a apostar na economia
O instituto de pesquisas Ipsos-Ipec divulgou nesta segunda sua nova rodada sobre o governo Lula, com 2 mil entrevistas feitas entre 13 e 17 de junho, e o saldo segue negativo, só que menos. Para 38% dos brasileiros, a gestão é ruim ou péssima; 32% a consideram ótima ou boa; e 28%, regular. Em março, a avaliação negativa era de 40% e a positiva, de 33%. As duas caíram de leve, dentro da margem de erro, enquanto o "regular" subiu de 24% para 28%. Para o instituto, as opiniões estão "consolidadas e polarizadas". A margem é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Na pergunta sobre a forma de governar, 50% desaprovam e 44% aprovam, contra 51% e 43% em março. A divisão é a de sempre: a aprovação se concentra no Nordeste, entre quem ganha até um salário mínimo e entre quem votou nele em 2022; a reprovação, no Sudeste, na renda mais alta e no eleitorado de Bolsonaro.
O dado que mais fala ao bolso está no fim da pesquisa. Para 41%, a economia piorou nos últimos seis meses. Mas a expectativa virou: olhando para frente, 36% acham que vai melhorar e 32%, que vai piorar, uma inversão em relação a março, quando o pessimismo liderava. Ou seja, enquanto o mercado financeiro desconfia e cobra juro mais alto, o brasileiro comum voltou, na margem, a apostar que o pior já passou.
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📊 Mercados — Fechamento de segunda (22/06)
Fontes: B3 e InfoMoney (Ibovespa e dólar), Reuters e CNBC (Brent e ouro), Yahoo Finance (S&P 500 e Bitcoin) · Fechamento de segunda, 22/06 · Elaboração: Daily Brew Ibovespa (170.370 pts, +1,21%) e dólar comercial (R$ 5,14, −0,37%) conferidos na InfoMoney/B3. Conferir ouro e as variações pela Trading Economics na revisão final. |
📅 O que vem aí
Hoje · 23/06
Ata do Copom — o documento que detalha as razões do corte de juros da semana passada e dá as pistas mais claras sobre os próximos passos do Banco Central.
Qui · 25/06
PIB dos EUA (1º tri, leitura final) — o número final do crescimento da maior economia do mundo no começo do ano, acompanhado de perto por quem investe.
Sex · 26/06
PCE dos EUA e desemprego no Brasil — a inflação que o Federal Reserve, o banco central americano, mais acompanha para definir os juros por lá, e a taxa de desocupação no trimestre até maio (PNAD).
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