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Domingo · 10 de maio de 2026 · Edição especial

☕ Bom domingo

Você não precisa estar aqui num domingo de manhã lendo sobre supply chain global e geopolítica de minerais críticos. Mas já que está — sirva o café. Isso vai ficar interessante.

Na quarta-feira, a Câmara avançou no marco dos minerais críticos. Na quinta, Lula levou o tema à mesa com Trump e deixou um recado: o Brasil quer parceiro, não comprador exclusivo. A regra ainda depende do Senado — mas a sinalização já está dada.

A disputa não é só por lítio, nióbio ou terras raras. É por quem controla a etapa mais valiosa da cadeia: beneficiamento, refino e transformação industrial. Hoje vamos pelo motivo. Sem pressa. ☕

📖 História 1 de 3

O que a Câmara aprovou na quarta — e o que ainda falta no caminho

Em 6 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou por votação simbólica o texto-base do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A política mira minerais como lítio, grafita, níquel, cobalto, nióbio e terras raras — minerais que estão no centro da transição energética e da fabricação de baterias, eletrônica, ímãs permanentes e semicondutores. O texto seguiu para o Senado, que sinalizou priorizar a votação em maio.

O ponto-chave do projeto não está em escolher uma lista fechada de minerais — está em tentar empurrar a cadeia uma casa adiante. O pacote combina um fundo garantidor de R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões em créditos fiscais, estes últimos distribuídos em R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034. Em português claro: menos “tirar pedra do chão”, mais “processar, transformar e vender com valor agregado”.

O texto cria o Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), que pode atualizar a lista de minerais e alinhar políticas ao Plano Plurianual. Também abre espaço para exigências futuras de agregação de valor, compromissos de oferta interna e contrapartidas industriais — detalhes que ainda dependem de regulamentação.

Mas o texto já sai com críticas relevantes. O setor mineral, via Ibram, alertou para insegurança jurídica — regras que mudam por deliberação do conselho podem afastar capital privado de longo prazo, e questões como homologação, mudança de controle, participação estrangeira e contratos de offtake ainda precisam de previsibilidade. O Instituto Socioambiental criticou a ausência de salvaguardas específicas para povos indígenas, comunidades tradicionais e territórios afetados. A regra ainda depende do Senado para virar lei.

📊 O que o Brasil tem no chão

Nióbio em Araxá (MG): o país domina a produção global via CBMM. Terras raras: reservas relevantes em MG e GO. Lítio: Vale do Jequitinhonha, com Sigma produzindo concentrado e Atlas Lithium avançando projetos em pré-produção. Cobre: Carajás. Cobalto e níquel: GO/PA. O solo não é o problema central — nunca foi.

🎓 O que a teoria diz

Política industrial vertical: a literatura clássica de desenvolvimento (Hirschman 1958, Rodrik 2004) diferencia incentivos horizontais — abertos a qualquer setor — de incentivos verticais, direcionados a uma cadeia específica. O marco aprovado é vertical: crédito fiscal direcionado para beneficiamento e refino, não extração. Funciona quando o Estado coordena gargalos reais, exige contrapartidas e consegue encerrar privilégios que não entregam resultado; falha quando discricionariedade vira lobby. O risco apontado pelo Ibram é exatamente esse.

E daí?

A coincidência de calendário é politicamente útil: a Câmara deu a Lula um cartão de visita regulatório na véspera da reunião com Trump. Mas cartão de visita ainda não é lei — o Senado decide se o texto continua pró-industrialização ou se dilui em flexibilidade extrativa sob pressão setorial.

🔗 A conexão

A Câmara aprovou o texto-base do marco em 24 horas antes da reunião de Lula com Trump. Não foi acaso de calendário — foi, no mínimo, um cartão de visita regulatório muito bem cronometrado. E a mesa entregou um movimento que poucos esperavam.

Casa Branca · Lula · Trump · Soberania · Tarifas

📖 História 2 de 3

A reunião de três horas em que Lula respondeu “soberania”

Em 7 de maio, Lula sentou com Trump na Casa Branca por mais de três horas. Foi a primeira visita oficial de Lula durante a gestão Trump — e o cardápio era denso: tarifas que os EUA têm imposto a produtos brasileiros, minerais críticos e cooperação contra crime organizado. No final, Lula classificou o encontro como “passo importante na consolidação da relação” e disse sair otimista, principalmente em relação aos minerais críticos.

O ponto-chave da reunião não foi acordo. Foi enquadramento. A leitura em Brasília e Washington é simples: os EUA queriam reduzir dependência da China em minerais críticos. Lula respondeu que mineral crítico é “questão de soberania nacional” e completou em entrevista: “queremos compartilhar com quem quiser fazer investimento no País”. Lula não fechou a porta para os EUA. Fechou a porta para exclusividade. Em vez de acordo fechado em minerais, porta aberta para investimento. Em tarifas, grupo de trabalho de 30 dias.

A ironia geopolítica é visual. Trump construiu carreira política em “America First”: tarifa, on-shoring, autossuficiência. Mas o próprio governo americano admite que não existe autossuficiência em minerais críticos — os EUA seguem 100% dependentes de importações líquidas em parte da lista classificada como crítica pelo USGS, e mais de 50% dependentes em muitos outros. Em várias cadeias críticas — lítio, cobalto, grafita grau-bateria e terras raras — a China segue concentrando mais da metade, e em alguns casos perto de 80%, do processamento global. America First que precisa de Brazil first.

O recado de Lula tem peso porque tem alavancagem. Brasil tem reservas que os EUA precisam, não tem urgência eleitoral interna sobre o tema, e ainda pode oferecer outras parcerias — UE, Japão, Coreia do Sul, Índia. Em vez de leilão, mantém o país como interlocutor múltiplo. É postura clássica de país com recurso escasso e demanda alta.

📊 Quem refina o mundo

A IEA mostra que a dominância chinesa no processamento segue estrutural: no cenário-base do Critical Minerals Outlook, em 2035 a China ainda responderia por mais de 60% do lítio e do cobalto refinados e por cerca de 80% da grafita grau-bateria e das terras raras processadas. EUA, Europa e Japão saíram dessa cadeia entre 1990 e 2010 (custo, regulação ambiental, capital paciente). Voltar exige década e bilhões. Brasil é um dos poucos países com escala de reservas para virar polo alternativo — se quiser.

🎓 O que a teoria diz

Weaponized interdependence: Farrell e Newman descreveram em International Security (2019) como cadeias globais de oferta deixaram de ser apenas lógica de eficiência comercial e viraram instrumento de coerção geopolítica. Aplicado a minerais críticos, o conceito ajuda a entender o refino como nó de rede: não basta ter a mina; quem controla separação, processamento e insumos intermediários controla o fluxo. O episódio de 2010, na disputa com o Japão, virou o caso clássico de como terras raras podem ser usadas como alavanca geopolítica — ainda que Pequim tenha negado um embargo formal. Mais recentemente, Pequim mostrou o arsenal: impôs restrições a gálio, germânio, antimônio e tecnologias ligadas a magnetos contra os EUA. Parte das proibições específicas foi suspensa depois, mas os controles e licenças continuam. Mineral crítico virou botão de política externa.

E daí?

Para o mercado: a postura não-exclusiva de Lula aumenta o valor estratégico das reservas brasileiras — mas isso só vira prêmio acionário se vier acompanhado de projeto financiável, licença ambiental, offtake de longo prazo e capacidade de processamento. Para diplomacia: o país ganha 30 dias de janela com tarifas e meses na conversa de minerais. Para o investidor: atenção a movimentos da China — cota de exportação, restrição de tecnologia de refino, oferta competitiva entram no mapa de risco de Vale, Sigma e Atlas, mas competem com preço de minério, lítio, dólar, China e execução de capex. Para o leitor: o ano em que os EUA precisaram cortejar o Brasil em mineral crítico já começou.

Refino · Energia · Capital paciente · Hirschman · CBMM · Janela de década

📖 História 3 de 3

A geografia do refino — e onde o Brasil decide a sua década

A geografia da extração de minerais críticos é relativamente democrática. Austrália domina lítio. República Democrática do Congo concentra cobalto. Indonésia produz níquel. Chile divide cobre e lítio. Brasil tem nióbio (mais de 90% da produção mundial, segundo o USGS), terras raras, lítio em Araçuaí e cobre em Carajás.

A geografia do refino é ditatorial. China detém a maior parte do processamento global em terras raras, lítio refinado, cobalto e grafita grau-bateria. EUA, Europa e Japão desinvestiram entre 1990 e 2010 — era considerada indústria suja, intensiva em capital, baixo retorno. Empurraram para a China, que aceitou e construiu o gargalo. Hoje, voltar custa década e centenas de bilhões.

No Brasil, o nióbio é a exceção que confirma a regra: a CBMM domina porque o país também refina. Em lítio, a cadeia brasileira ainda é dominada por concentrado — há iniciativas pontuais de processamento mais avançado, mas a produção de insumos de alta pureza segue incipiente. Em terras raras, o minério sai bruto. Em cobre, há cadeia doméstica mais desenvolvida que em terras raras e lítio — mas ainda não é um polo global de refino avançado e componentes de maior valor agregado. Os R$ 5 bilhões do marco aprovado tentam atacar essa lacuna — mas são gota frente à escala do desafio.

Por que é tão difícil? Refino de mineral crítico exige três coisas que o Brasil tem em diferente medida: energia barata (boa — matriz hidrelétrica + eólica + solar competitiva); capital paciente (escasso — private equity quer 5 anos, refino paga em 15-20); e know-how técnico (em construção — uma geração de engenheiros, P&D contínuo, dependência inicial de transferência tecnológica). A China construiu essa posição ao longo de décadas, combinando escala, crédito, política industrial, custos menores e controle de etapas de processamento. Só nos últimos anos, estudos já estimam dezenas a centenas de bilhões de dólares em investimentos chineses ligados a minerais críticos no exterior. Brasil tem janela de uma década se quiser tentar — e não começa do zero.

⚙ O que faz um país sair de extrator e virar refinador

A literatura de política industrial (Lin 2012, Cherif & Hasanov 2019) lista quatro pré-requisitos: (1) energia elétrica abundante e barata; (2) contratos de offtake longos (acordos de venda 10-20 anos que viabilizam financiamento); (3) política industrial coerente que sobreviva a trocas de governo; (4) capital paciente, geralmente combinando público (BNDES) e privado (sovereign wealth funds, fundos estratégicos). O Brasil tem (1) com folga, está construindo (2), tem histórico misto em (3), e gargalo em (4).

🎓 O que a teoria diz

National power and the structure of foreign trade: Hirschman publicou em 1945 a tese de que comércio não é apenas troca eficiente — é relação assimétrica de poder, dependência e vulnerabilidade. Para minerais críticos, a lição é direta: ter a reserva dá poder potencial; controlar processamento transforma esse poder em renda, tecnologia e margem de negociação. A solução estrutural não é só tarifa nem subsídio. Esses instrumentos podem ajudar, mas só funcionam se comprarem capacidade produtiva, tecnologia, escala e disciplina de execução.

E daí?

A semana entregou regulação (texto 1) e diplomacia (texto 2). Os 70% que faltam são tecnologia, capital, licenciamento, energia competitiva, offtake e tempo. Sem offtake longo, não fecha project finance — e refino sem project finance é PowerPoint bonito. Para o investidor com horizonte longo: empresas que conseguirem comprovar capex, licença, offtake e processamento doméstico ganham peso estrutural na tese. Para o de curto prazo: oscilação vai vir do noticiário (Senado, China, Trump). Para o leitor: a janela existe, mas não é longa. O Brasil tem cerca de uma década para escolher de que lado dessa equação fica.

📈 O gráfico da edição

Brasil · Participação em reservas vs participação na produção global

O nióbio é a exceção. No resto, o Brasil tem reserva — mas ainda precisa subir a cadeia.

Fonte: MME — Brazil's Critical Minerals: A Guide for Foreign Investors (2026), com base USGS/ICSG · Elaboração: Daily Brew

Os pares de barras devem ser lidos como ordem de grandeza, não contabilidade perfeita. À esquerda, participação do Brasil em reservas globais; à direita, participação na produção mundial. Fonte: MME, Brazil's Critical Minerals: A Guide for Foreign Investors (2026), que combina USGS Mineral Commodity Summaries 2025 e ICSG. No lítio, o número do MME inclui as 980 mil toneladas certificadas da Sigma sobre 390 mil toneladas oficiais USGS. O nióbio é a exceção: a CBMM, em Araxá, integra mina, processamento e tecnologia. Em terras raras, o Brasil tem recurso e quase nenhuma transformação local. Em cobre, a cadeia é mais desenvolvida, mas ainda longe de polo global em produtos avançados. E refino doméstico avançado — a etapa mais valiosa — é ainda mais escasso do que produção; o gráfico mostra o primeiro degrau, não o último. A diferença entre ter reserva e controlar processamento é a diferença entre soberania declarada e soberania realizada.

📌 O número da edição

+90%

PRODUÇÃO MUNDIAL DE NIÓBIO · USGS

No nióbio, o país é referência única — a CBMM, em Araxá, integra extração e refino sob o mesmo teto. Em todos os outros minerais críticos, o solo abundante não se traduz em refino doméstico. A pergunta da década não é quanto temos — é quanto conseguimos processar.

💬 A frase da edição

“O Oriente Médio tem petróleo. A China tem terras raras.”

— Frase atribuída a Deng Xiaoping, em 1992

Quando Deng disse isso, a China extraía minério bruto. Três décadas depois, refina o do mundo inteiro. Talvez não fosse profecia. Mas virou plano industrial.

📅 O que olhar na semana que começa

1

Tramitação no Senado do PL dos minerais críticos

O presidente do Senado sinalizou priorizar a votação ainda em maio. O texto pode passar como veio da Câmara ou ganhar emendas que alterem a proporção entre crédito fiscal para refino e flexibilidade extrativa. O resultado define se o foco "industrialização" sobrevive ou cede para pressão setorial.

2

Mineradoras brasileiras na semana que começa

Vale, Sigma Lithium e Atlas Lithium testam se a história vira preço ou fica só no headline — mas parte do ajuste já apareceu na sexta nos papéis negociados nos EUA. Vale subiu no ADR, Atlas disparou na Nasdaq e Sigma caiu forte. CBMM segue como referência estratégica privada no nióbio. O movimento de curto prazo mistura política industrial, preço de commodities, China, dólar e apetite por risco. O sinal mais limpo não é só a variação do dia — é volume, aluguel/short interest e, onde houver liquidez, opções.

3

Movimento da China e o grupo de trabalho de tarifas

Pequim historicamente responde quando um competidor mira sua posição estrutural — cota de exportação, restrição de tecnologia de refino e oferta competitiva são ferramentas que já foram usadas. Em paralelo, o grupo de trabalho de 30 dias para tarifas EUA-Brasil entra em fase de preparação — cada concessão de uma ponta vira contrapeso na outra.

🧠 Economia para não economistas

Por que seu celular depende de uma briga geopolítica

Cada smartphone moderno usa dezenas de elementos da tabela periódica, incluindo terras raras — um grupo de 17 elementos com nomes pouco familiares (neodímio, dispósio, térbio) usado em ímãs permanentes, alto-falantes, motores de vibração, telas e câmeras. Quase 80% do refino global de terras raras passa pela China antes de chegar em qualquer dispositivo do mundo.

Por isso a história virou tema de Casa Branca. Quando um país controla um nó crítico da cadeia — o ponto pelo qual todo mundo precisa passar — ele ganha poder de coerção sem disparar um tiro. O episódio de 2010, na disputa com o Japão, virou o caso clássico de como terras raras podem ser usadas como alavanca geopolítica — ainda que Pequim tenha negado um embargo formal. Mais recentemente, Pequim mostrou o arsenal: impôs restrições a gálio, germânio, antimônio e tecnologias ligadas a magnetos contra os EUA. Parte das proibições específicas foi suspensa depois, mas os controles e licenças continuam.

O Brasil entrou no jogo na semana passada por dois caminhos. O marco legal aprovado na Câmara cria regras específicas para mineração e refino doméstico de minerais críticos. E a reunião de Lula com Trump deu sinal: o país não vai amarrar fornecimento exclusivo a ninguém. Tem solo, tem reserva, tem o que oferecer.

O que o leitor leva pra casa: o preço do seu celular — e do seu carro elétrico, e da bateria de armazenamento da sua casa daqui a dez anos — passa pela conta de quem controla refino de minerais críticos. Brasil tem reserva. Falta refinar. A política industrial dos próximos governos vai decidir se o país exporta solo ou exporta produto.

📚 Vale ler este fim de semana

Employment Situation — April 2026: payroll cresce 115 mil, desemprego em 4,3%.

BLS: relatório oficial. Saúde, transporte e varejo lideraram criação. Governo federal cortou pelo terceiro mês seguido. Salário médio em US$ 37,41/hora, +3,6% YoY. Revisões: fevereiro pra baixo (−156 mil), março pra cima (+185 mil). Confirmação de que o mercado de trabalho não está desacelerando como o lado dovish do Fed esperava.

BLS · ESTATÍSTICAS DE EMPREGO · 08/05/2026

Wall Street sobe com payroll forte e ignora confronto militar na Hormuz.

TheStreet: S&P 500 fecha em 7.398,93 (+0,8%) e Nasdaq em 26.247,08 (+1,7%); Treasury de 10 anos cai apesar do dado robusto. Dólar enfraqueceu 0,4%. O mercado optou por ler o payroll como “sem recessão” em vez de “sem corte do Fed” — leitura que pode ser revisada quando CPI e PPI saírem na semana que vem.

THESTREET · MERCADOS · 08/05/2026

Copom reduz Selic para 14,50% e ata reforça cautela com Oriente Médio.

BCB: decisão unânime da reunião encerrada em 29/04 cortou a Selic em 0,25 p.p., para 14,50%. A ata, divulgada em 05/05, manteve o tom de “serenidade e cautela” e condicionou os próximos passos à evolução da inflação, das expectativas e dos efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio sobre preços. Em português de mesa: cortou, mas não assinou contrato de namoro com junho.

BCB · POLÍTICA MONETÁRIA · 05/05/2026

Petróleo cai 4% com cessar-fogo frágil EUA-Irã e passagem de 2 navios por Ormuz.

Reuters via Investing: Marinha americana abateu seis embarcações iranianas no Estreito na segunda 04/05. Na sexta, dois petroleiros iranianos vazios apareceram atingidos. Em paralelo, Irã declarou Ormuz aberto “sob novos protocolos”. Analistas dão acordo bilateral entre EUA e Irã como “possível, mas não no curto prazo”. Brent saiu de US$ 118 (29/04) para US$ 99,87 (07/05) e fechou a semana em US$ 100,38 (Yahoo BZ=F).

REUTERS · COMMODITIES · 08/05/2026

☕ Bom sábado

O Brasil cortou os juros.

A bolsa fez careta.

O payroll americano veio quase no dobro.

O Treasury caiu mesmo assim.

O Brent foi a US$ 99 e voltou.

O Estreito de Ormuz virou GPS naval.

Bom fim de semana — terça volta com
IPCA, CPI e Brent fresquinhos. ☕

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