Don’t Wait for the OpenAI IPO
OpenAI and Anthropic could be two of the biggest AI IPOs Wall Street has seen in years.
But investors don’t have to wait for those names to hit the public markets to get exposure to the AI boom.
MarketBeat’s 7 AI Stocks to Buy Now report reveals 7 publicly traded companies already positioned to benefit as the next wave of AI investment moves beyond the private model providers.
These are the stocks investors can buy today, before the IPO crowd rushes in.
Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
QUINTA-FEIRA · 06 DE AGOSTO DE 2026
☕ Bom dia
Copom. Cortou a taxa básica de juros para 14% ao ano, mais um passo do ciclo de queda.
Reforma tributária. Começou a aparecer na nota fiscal nesta semana; a mudança de verdade, porém, se arrasta até 2033.
Contrabando. No Paraguai, o cigarro dá 507% de margem de lucro ao crime organizado, a maior da muamba. ☕

Brasil · Mais um corte
Copom · Selic · Banco Central · Juros · Inflação · Câmbio
O Copom cortou a Selic para 14% ao ano
O Copom (o comitê do Banco Central que define os juros) cortou a Selic (a taxa básica de juros do Brasil) em 0,25 ponto na quarta (5), de 14,25% para 14% ao ano, dando sequência ao ciclo de cortes começado no primeiro semestre. A decisão não surpreendeu: o mercado já dava mais de 89% de chance de um corte desse tamanho, então a atenção estava menos no número e mais no comunicado, o texto em que o Copom explica o raciocínio e dá as pistas do que vem pela frente.
E o tom foi de cautela. Com a inflação ainda rodando acima da meta perseguida pelo Banco Central (3%, com tolerância até 4,5%), a leitura predominante é que o espaço para cortar está perto do fim, com o mercado projetando a Selic ao redor de 14% para o fechamento de 2026. Na prática, a era de juro alto não acabou, só está descendo devagar.
E daí?
A Selic é o preço base de quase todo dinheiro no país. Quando ela cai, empréstimo, financiamento e cartão tendem a ficar um pouco menos salgados com o tempo, e a bolsa costuma gostar. Para quem tem dinheiro na renda fixa, é o contrário: rende um pouco menos. Como o corte já era esperado, o efeito no bolso chega aos poucos, não de uma vez.
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Brasil · Reforma na nota
Reforma tributária · IBS · CBS · Nota fiscal · ICMS · ISS · 2033
A reforma tributária começou a aparecer na nota fiscal
Desde segunda-feira (3), a maior mudança no sistema de impostos brasileiro deixou de ser assunto de especialista e passou a aparecer na nota fiscal. As empresas de fora do Simples (o regime simplificado das menores) agora são obrigadas a destacar dois tributos novos em cada nota: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que fica com estados e municípios) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, que fica com a União). Nota emitida sem esses campos é rejeitada na hora. Por enquanto, é só um ensaio: as alíquotas são simbólicas e ninguém paga nada a mais. É o país inteiro fazendo simulado antes da prova.
E a prova vai ser grande. Cinco tributos que hoje se sobrepõem (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) vão dar lugar a esses dois, no modelo que os economistas chamam de IVA dual. Hoje é imposto que paga imposto: cada etapa da cadeia recolhe sobre um preço que já vem com o tributo da etapa anterior embutido, e no fim ninguém sabe direito quanto pagou. No desenho novo, cada elo só recolhe sobre o valor que ele mesmo acrescenta, e o que foi pago antes vira crédito para abater. É o fim da cobrança em cascata.
Os ganhos prometidos são três. Simplicidade: uma conta no lugar de cinco tributos com regras diferentes em cada estado e município. Transparência: o consumidor finalmente descobre quanto de imposto paga, informação que hoje vive escondida dentro do preço. E o fim da guerra fiscal, porque o imposto passa a ser cobrado no destino, onde o produto é consumido, e não na origem, onde é produzido, o que tira dos estados o incentivo de brigar entre si a tapa de desconto para atrair fábrica.
Como toda troca de regra, tem quem ganhe e quem perca. A indústria e o agro tendem a sair na frente: hoje acumulam imposto em cascata em cadeias longas e passam a poder abater tudo, com exportação e investimento saindo desonerados. Quem mais reclama é o setor de serviços (do salão de beleza ao escritório de advocacia), que hoje paga pouco ISS e vai ver a conta subir no imposto novo.
Nada disso vira preço diferente agora, ninguém prometeu pressa. A transição corre de 2026 a 2033: em 2027 a CBS entra para valer e PIS e Cofins somem; de 2029 a 2032, ICMS e ISS vão minguando enquanto o IBS cresce na mesma medida; só em 2033 o sistema antigo se aposenta de vez.
E daí?
O número ainda em aberto é a alíquota final, estimada entre 26,5% e 28%, das mais altas do mundo (a média da União Europeia é 21%). E ela depende de uma queda de braço que mal começou: cada setor que arranca um regime especial ou uma alíquota menor empurra o imposto de todo o resto para cima, para a conta fechar. No fim, a exceção de um vira imposto do outro, e quanto mais gente conseguir a sua, mais alta fica a taxa que sobra para o restante.
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Brasil · Fronteira lucrativa
IDESF · Paraguai · Foz do Iguaçu · Cigarro · PCC · Comando Vermelho · Receita Federal
O contrabando do Paraguai dá lucro de até 507% ao crime organizado
Um estudo do IDESF (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) botou número no que a fronteira já sabia: contrabandear do Paraguai é um dos negócios mais lucrativos do país. A margem de lucro chega a 507%, e o mercado ilegal movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano. O campeão de lucro é o cigarro, seguido de medicamentos e smartphones.
Cigarros lideram o lucro do contrabando
Margem de lucro estimada, por produto (%)
| Cigarros | 507 | |
| Medicamentos | 415 | |
| Smartphones | 390 | |
| Brinquedos | 390 | |
| Óculos | 312 | |
| Pilhas | 285 | |
| Canetas emagrecedoras | 273 | |
| Cigarros eletrônicos | 259 | |
| Bebidas quentes | 234 | |
| Defensivos agrícolas | 216 | |
| Perfumes | 214 | |
| Tênis | 187 | |
| Relógios | 179 | |
| Pneus | 149 | |
| Informática | 140 |
Fonte: IDESF · Elaboração: Daily Brew
O que explica margem dessas não é mágica, é imposto. Um cigarro brasileiro carrega tanta carga tributária que custa 650% mais que o paraguaio; o maço que atravessa a fronteira sem pagar nada chega aqui muito mais barato e ainda deixa uma gordura enorme para quem vende. E tocar o esquema custa pouco: transporte, os laranjas (os intermediários que emprestam o nome) e os caminhões perdidos em apreensão consomem cerca de 22%. Todo o resto é margem.
Esse dinheiro tem dono. O estudo mostra facções como o PCC e o Comando Vermelho se enraizando em Foz do Iguaçu, a principal porta de entrada, e usando o contrabando para se financiar. O estrago passa da segurança pública: cada maço ilegal é imposto que o país deixa de arrecadar e cliente que a fábrica legal, a que paga tributo e emprego, perde para um concorrente 500% mais barato.
O que a teoria diz
Curva de Laffer. Existe um ponto além do qual subir o imposto arrecada menos, e não mais. Quando há um substituto ilegal fácil logo ali, passar desse ponto empurra o consumo para o contrabando: o crime arbitra a diferença de preço criada pelo tributo. É o limite prático de taxar um produto, além dele, o aumento de imposto engorda o mercado ilegal em vez de encher o caixa público.
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📈 Mercados — Fechamento Quarta 05/08
Fontes: B3, Reuters e Yahoo Finance · fechamento de 05/08 (Brent, ouro e bitcoin em cotação aproximada de fim de dia) · Elaboração: Daily Brew. |
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📅 O que vem aí
Sexta · 07/08
Payroll. os EUA divulgam o relatório mensal de criação de empregos (o payroll), um dos termômetros que o Fed, o banco central americano, observa para decidir os juros.
Terça · 11/08
Ata do Copom. o Banco Central publica a ata da reunião desta semana, o documento que detalha o raciocínio por trás da decisão sobre a Selic e dá as pistas dos próximos passos.
Terça · 11/08
IPCA. o IBGE divulga a inflação oficial de julho, a primeira leitura cheia da inflação depois da decisão do Copom.
Quarta · 12/08
Varejo. sai a Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE), que mede as vendas do varejo e ajuda a ler o fôlego do consumo das famílias.
📚 Vale ler
Copom reduz a taxa básica de juros para 14% ao ano
A cobertura da decisão desta quarta por trás do bloco de abertura: o corte de 0,25 ponto, para 14% ao ano, e o tom de cautela do comunicado sobre os próximos passos.
G1
Campos de IBS e CBS passam a ser obrigatórios na nota fiscal
A norma oficial por trás do bloco da reforma: desde 3 de agosto, a nota emitida sem os novos campos é rejeitada, ainda que na alíquota de teste de 1%.
CGIBS
Contrabando do Paraguai rende lucro de até 507% ao crime organizado
A reportagem com o estudo do IDESF por trás do bloco: os R$ 60 bilhões por ano, o ranking de margem por produto e o avanço das facções na fronteira.
O Tempo
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