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The Companies Behind AI’s Rise

You do not have to guess which AI model wins to invest in the AI boom.

Every large language model needs a massive amount of specialized technology to keep running, scaling, and improving.

That means advanced memory, data storage, high-speed networking, semiconductor manufacturing, power systems, and cooling infrastructure.

MarketBeat’s new The Infrastructure’s Backbone: 10 Stocks Powering the AI Buildout report reveals 10 publicly traded companies positioned across the AI infrastructure stack.

These are the companies helping supply the technology AI providers need to keep growing.

The report normally sells for $29.97, but it is available free today.

Daily Brew

SEGUNDA-FEIRA · 17 DE AGOSTO DE 2026

Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.

☕ Bom dia

A campanha eleitoral começou ontem no ABC. A bolsa passou a semana inteira em queda, saindo de fininho.

A Fazenda avalizou empréstimos bilionários de cinco estados numa corrida contra o calendário eleitoral.

Trump disse que vai declarar o estreito de Ormuz território americano. O Irã lembrou que mapa não muda por tuíte. ☕

A edição de hoje tem 1.374 palavras, uma leitura de 5 minutos.

1 · Eleição · Nove quedas antes do comício

A bolsa caiu 9 dias seguidos antes de a campanha começar

A propaganda eleitoral foi liberada ontem. Lula abriu a campanha no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, o palco das greves do ABC que lançaram a carreira dele, e Flávio Bolsonaro abriu a dele em Copacabana, de trio elétrico. A bolsa chegou ao dia da largada com nove quedas seguidas e o dólar com cinco altas.

O mercado começou a votar antes do primeiro comício. Preço de bolsa e de dólar não fotografa o presente, é aposta sobre os próximos meses. E essa aposta está na mesa desde o começo de agosto:

  • Ibovespa aos 166.934 pontos na sexta, queda de 3,2% na semana e a sequência mais longa desde 2023.
  • Dólar oficial a R$ 5,22, o maior nível desde março.
  • R$ 13,6 bilhões retirados da bolsa por estrangeiros em 12 dias de agosto, segundo a B3.
  • Juros futuros para 2035 a 14,71% ao ano, a taxa que o mercado projeta pros juros do país até lá, já com o prêmio da desconfiança embutido.

Entre quem compra e vende na bolsa todos os dias, a explicação mais repetida é a eleição, com o tarifaço americano e o petróleo mais caro de coadjuvantes. É a leitura de quem aperta o botão de vender, não uma certeza.

Hoje de manhã, antes do café, saem o Boletim Focus e a prévia da economia de junho, os dois primeiros testes dessa leitura.

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2 · Fiscal · Empréstimo com aval da União

A União virou fiadora de R$ 12,9 bilhões na véspera da eleição

A Fazenda autorizou na sexta R$ 12,9 bilhões em empréstimos para cinco estados, com uma cláusula: se o estado não pagar, o Tesouro Nacional paga. É o aval da União, a lógica do pai que assina a fiança do aluguel do filho.

Como o dinheiro foi dividido:

  • São Paulo, R$ 5,4 bilhões para metrô e trens.
  • Piauí, R$ 4,9 bilhões para transporte e urbanização.
  • Maranhão, Pernambuco e Rondônia dividem os R$ 2,6 bilhões restantes.

Os contratos precisam ser assinados até 7 de setembro, quando o calendário eleitoral fecha a janela. E o lote não é o primeiro: desde 2023 a União já avalizou R$ 270 bilhões em dívida de estados e municípios. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que outros pedidos seguem em análise e sairão em lotes.

No mesmo dia o governo projetou o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741, alta de 7,4%, e cada R$ 1 a mais no piso custa R$ 413 milhões por ano em despesa que a lei obriga a pagar. E os economistas ouvidos pela própria Fazenda pioraram a projeção de rombo das contas federais em 2026 para R$ 59,1 bilhões. A meta oficial do governo é fechar o ano no azul, com uma tolerância que aceita no máximo o empate.

A distância entre a meta e o rombo projetado mede a desconfiança de quem financia o governo, e desconfiança tem preço. Os juros altos não caíram do céu: o governo gasta mais do que arrecada e quem empresta cobra caro por isso. A conta é dupla pra você, que paga o gasto e paga os juros de 14% que esse gasto sustenta.

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3 · Internacional · Trump e o estreito de Ormuz

Trump quer declarar o estreito de Ormuz território dos Estados Unidos

“Depois que terminarmos de derrotar o Irã, em breve estarei declarando o estreito de Ormuz um território dos Estados Unidos.” A fala é de Trump, na sexta, num discurso a policiais em Nova York. O argumento veio na frase seguinte: “Nós temos o bloqueio. Nenhum navio passa a menos que a gente queira.” O Irã respondeu no mesmo dia, pelo vice-chanceler das Relações Exteriores: o estreito “não pode ser tomado por tuíte, nem por porta-aviões”. No sábado ele dobrou a aposta: o estreito “foi iraniano, é iraniano e permanecerá iraniano”.

O estreito, o pedaço de mar da foto acima, é a saída do Golfo Pérsico para o oceano. Antes de o Irã fechar a rota em fevereiro, de cada 5 barris de petróleo consumidos no mundo, 1 passava por ali.

O que a guerra fez com a rota:

  • O fluxo caiu de mais de 20 milhões de barris por dia para menos de 5 milhões no segundo trimestre, segundo a agência de energia do governo americano.
  • O seguro de guerra de um petroleiro saltou de 0,25% para até 10% do valor do navio.
  • O barril fechou a semana a US$ 88,52, alta de 22% desde que o estreito travou.
  • Os ataques seguiram no fim de semana: um navio da petroleira estatal dos Emirados foi atingido na sexta à noite, o terceiro em 48 horas, e os Emirados culparam o Irã.

Fechamento diário do barril de petróleo Brent em 2026. Fonte: Yahoo Finance, série até 14/08/2026.

Não existe caminho jurídico para o que Trump anunciou. O estreito tem 21 milhas náuticas no ponto mais apertado e é todo coberto pelas águas territoriais do Irã e de Omã, então não sobra um metro de mar internacional para anexar. Especialistas em direito internacional tratam a fala como declaração política sem efeito prático, sem amparo em legítima defesa nem no Conselho de Segurança da ONU.

Trump já tentou algo parecido: em julho anunciou um pedágio de 20% sobre as cargas do estreito e recuou em 24 horas, depois que a agência marítima da ONU chamou a cobrança de ilegal.

E a negociação real anda na direção contrária. Na mesa mediada por Omã, o desenho em discussão dá ao Irã o controle da rota de entrada no Golfo e prevê a saída pela costa de Omã. As taxas seguem em disputa: o Irã quer de 5% a 7% do valor da carga, Omã propõe cerca de 3% e Washington quer zero. Uma fonte da negociação resumiu à agência Reuters: a concessão já foi feita. E o relógio aperta: o memorando de cessar-fogo assinado em junho vence hoje, sem nenhum lado ter cumprido os termos e sem data pra voltar à mesa.

O petróleo olha o estoque, não a bandeira. O Goldman Sachs vê o barril acima de US$ 120 no fim do ano se o impasse continuar, e perto de US$ 80 se sair acordo. A consultoria Capital Economics vê um ponto crítico no início de outubro se o estreito seguir fechado e os estoques dos países ricos continuarem caindo, com o barril indo à faixa de US$ 120 a 140. Dos 400 milhões de barris de reserva autorizados pela agência internacional de energia, quase 290 milhões já tinham ido pro mercado até o fim de julho.

🎓 O que a teoria diz: quando uma ameaça mexe no preço?

Só quando é crível. Thomas Schelling, que ganhou o Nobel de economia estudando negociação e conflito, mostrou nos anos 1960 que ameaça é um lance de barganha: só muda o comportamento do outro lado se quem ameaça puder cumprir e tiver motivo pra cumprir. O mercado fez esse teste na sexta. Anexar o estreito não para em pé no direito, exigiria uma operação militar enorme, e o próprio Trump já voltou atrás de uma ameaça igual ali, o pedágio de julho, retirado em um dia. Sem credibilidade a fala vira ruído, e o que segue movendo o barril é outra coisa: os estoques estão acabando, e barril a menos no mercado é ameaça que se cumpre sozinha.

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📅 O que vem aí

Hoje · 8h25

Boletim Focus

A pesquisa semanal do Banco Central com economistas. Mostra se a semana de bolsa em queda e dólar em alta já mexeu nas apostas de inflação e de juros.

Hoje · 9h

IBC-Br: índice de atividade econômica

O Banco Central junta indústria, comércio, serviços e agropecuária num número só. É a prévia do desempenho da economia em junho e mostra quanto os juros de 14% já estão freando o país.

📈 Mercados · Fechamento da semana (sexta, 14/08)

AtivoFechamentoNa semana
Ibovespa166.934 pts▼ 3,2%
Dólar (Ptax)R$ 5,2236▲ 2,6%
Petróleo (Brent)US$ 88,52▲ 5,9%
OuroUS$ 4.437,30▲ 0,9%
S&P 5007.786 pts▲ 0,4%
Dow Jones53.732 pts▼ 0,6%
Nasdaq26.729 pts▲ 0,1%
BitcoinUS$ 62.976▼ 2,9%

Fonte: B3, Banco Central (Ptax de sexta contra Ptax da sexta anterior), COMEX (ouro: contrato mais ativo, variação no mesmo contrato) e Yahoo Finance. Variação da semana: fechamento de 14/08 contra 07/08.

📚 Vale ler

A nona queda da bolsa, contada pregão a pregão

O fechamento de sexta, os números da saída do estrangeiro e o dólar no maior nível desde março.

InfoMoney · Mercados · 14/08

Os R$ 12,9 bilhões avalizados pela União, estado por estado

Quanto cada estado tomou, em qual banco e por que a assinatura corre contra o calendário eleitoral.

Agência Brasil · Economia · 14/08

O rombo que os economistas projetam pras contas do governo

Os números da pesquisa da Fazenda pra 2026 e 2027, contra a meta oficial de fechar no azul.

InfoMoney · Economia · 14/08

Trump pode mesmo anexar Ormuz? Juristas explicam

O que diz o direito do mar sobre o estreito e por que a declaração não tem valor jurídico.

CNN Brasil · Internacional · 14/08

O acordo em gestação que entrega ao Irã o controle do tráfego (em inglês)

Os bastidores da negociação mediada por Omã e a taxa de 5% a 7% que o Irã quer cobrar por navio.

Fortune · Energia · 07/08

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