Join Fin, Anthropic, and Clay at Pioneer on October 7th
Pioneer, the summit where CX leaders redefine what’s possible, is on October 7th.
Join leaders from Fin, Anthropic, and Clay for an insightful conversation on the state of AI transformation.
You’ll discover how some of the most innovative minds in CX have transformed their organizations, learn how they think about CX, and hear how they're planning for what's next.
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Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
QUARTA-FEIRA · 23 DE SETEMBRO DE 2026
☕ Bom dia
A ata mostrou um BC mais convencido de que os juros altos estão esfriando a economia — mas ainda sem vontade de acelerar os cortes.
A Polymarket foi bloqueada no Brasil, mas seus gráficos continuam rodando: quanto mais se tenta fazê-los desaparecer, maior o risco de dar ainda mais palco para eles.
Lula deixou a reciprocidade na gaveta enquanto Brasil e EUA negociam: por enquanto, a ameaça de retaliar vale mais na mesa do que fora dela. ☕

Copom · Juros
O freio começou a pegar — mas o BC ainda não quer tirar o pé
O corte já era conhecido. Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em mais 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo desse tamanho. A ata divulgada ontem respondeu à pergunta mais importante: depois de meses de juros altos, o BC está finalmente vendo a economia sentir o aperto.
Os sinais aparecem em várias frentes. O Comitê destacou uma moderação gradual da atividade, principalmente nos setores mais sensíveis ao ciclo, enquanto o crédito também começa a refletir as condições financeiras mais apertadas. Em português menos central-banquês: depois de muito tempo pisando no freio, o carro finalmente está reduzindo a velocidade.
A inflação também ajudou, mas o serviço ainda não terminou. As expectativas seguem acima da meta em todos os horizontes, o mercado de trabalho continua aquecido e o próprio BC diz que a inflação ainda é pressionada pela demanda. Por isso, expectativas desancoradas ainda exigem juros mais altos por mais tempo.
É aí que está o principal take da ata. O diagnóstico melhorou, mas o roteiro não acelerou. O BC encontrou mais evidências de que o aperto monetário está funcionando, sem dar sinal de que pretende transformar os cortes de 0,25 ponto em passos maiores. Os próximos movimentos continuam dependentes dos dados.
E a próxima peça chega rápido: amanhã, o Relatório de Política Monetária sai às 8h e Galípolo participa da coletiva às 11h. O documento atualiza as projeções de atividade e inflação e pode dar mais pistas sobre quanto espaço o BC enxerga para continuar cortando.
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Polymarket · Eleições
Polymarket já era bloqueada. Agora os posts entraram na mira
Desde abril, a Polymarket está impedida de oferecer e divulgar seus mercados de previsão no Brasil. A Anatel notificou cerca de 19 mil prestadoras para bloquear domínios ligados a plataformas desse tipo. A justificativa é que apostas sobre eleições não são permitidas pela legislação brasileira. Só que os meses seguintes deixaram uma coisa clara: bloquear o site não tirou a Polymarket da conversa.
Uma investigação do Núcleo Jornalismo encontrou 103 publicações com referências à eleição brasileira até 24 de agosto. Parte delas foi feita em colaboração ou com marcação de páginas de memes, fofoca, esportes e influenciadores com milhões de seguidores. Ou seja: a porta da frente foi fechada, mas os gráficos seguiram entrando pela janela.
Nesta semana, apareceu uma camada nova. Perfis estrangeiros no X publicaram conteúdos em apoio a Flávio Bolsonaro usando as probabilidades da Polymarket, e a própria rede marcou algumas dessas postagens como “Paid Partnership”. O X não informa quem pagou, então não dá para atribuir o financiamento à Polymarket, à campanha ou a qualquer outro ator sem evidência adicional.
A distinção importa. As regras do TSE restringem propaganda eleitoral paga e remuneração de terceiros, mas isso não significa que qualquer pessoa que publique espontaneamente um gráfico esteja cometendo a mesma irregularidade. Um print circulando organicamente é uma coisa; conteúdo político pago é outra.
E aí aparece o problema prático da insistência em ampliar a proibição. Um domínio pode ser bloqueado. Uma operação irregular pode ser alvo das autoridades. Mas impedir que um gráfico já publicado continue circulando pela internet é uma batalha muito mais difícil. O print passa para outra conta, reaparece em outro site e, no processo, pode alcançar gente que nem conhecia a plataforma.
É o risco do chamado efeito Streisand: a tentativa de suprimir uma informação chama atenção para ela e acaba ampliando sua circulação. Não significa que isso necessariamente vá acontecer neste caso, mas quanto mais a disputa migrar da aposta irregular para o gráfico em si, maior o risco de a proibição funcionar como publicidade gratuita.
No fim, talvez essa seja a ironia da história: uma coisa é proibir a aposta; outra é tentar apagar a informação produzida pela aposta. E talvez poucas coisas deem tanta vontade de compartilhar um print quanto a sensação de que alguém está tentando fazê-lo desaparecer.
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Tarifaço · EUA-Brasil
Brasil deixa a reciprocidade na gaveta enquanto negocia com os EUA
O Brasil tem uma ferramenta pronta para responder às tarifas americanas com medidas próprias. Por enquanto, decidiu não usá-la. Lula afirmou nesta semana que o Brasil não pretende retaliar enquanto as negociações com os Estados Unidos continuarem. Se as conversas fracassarem, porém, a Lei da Reciprocidade volta para a mesa.
Hoje, duas medidas americanas atingem parte das vendas brasileiras. Uma criou uma sobretaxa adicional de 25% sobre determinados produtos após uma investigação específica contra o Brasil. Outra estabeleceu uma tarifa adicional de 12,5% para parte das importações brasileiras dentro de uma investigação relacionada ao combate ao trabalho forçado.
Nos produtos atingidos pelas duas decisões ao mesmo tempo, o adicional chega a 37,5%. Mas isso está longe de significar 37,5% sobre tudo que o Brasil vende aos americanos: as novas medidas combinadas alcançam cerca de 23,1% das exportações brasileiras para os EUA.
Segundo o MDIC, outros 52,7% das exportações permanecem sem essas tarifas adicionais específicas ou setoriais. A diferença importa porque um único número estampado numa manchete esconde uma lista grande de exceções, produtos afetados de formas diferentes e setores que continuam operando sob as tarifas normais.
Depois de meses de tensão, os dois governos mantêm as negociações abertas. A escolha brasileira, por enquanto, é deixar a possibilidade de retaliação como plano B. A reciprocidade virou mais instrumento de pressão do que resposta automática.
Para os exportadores, porém, existe uma diferença entre negociar e resolver. A conversa continua, mas as tarifas já estão valendo. É essa assimetria que mantém a pressão por um acordo: o custo econômico acontece no presente, enquanto uma eventual solução continua no futuro.
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Hoje · 23/09
PNAD — mercado de trabalho. O IBGE divulga as Características Adicionais de Mercado de Trabalho de 2025.
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Relatório de Política Monetária. O BC publica o documento às 8h; às 11h, Picchetti apresenta os dados e Galípolo participa da coletiva.
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IPCA-15 de setembro. A prévia da inflação fecha a semana e testa a leitura mais benigna da ata do Copom.
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BC divulga a ata da 281ª reunião do Copom A fonte oficial por trás do primeiro bloco. Banco Central · Juros · set/2026 |
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Apesar de proibição, Polymarket promove apostas sobre eleições brasileiras O levantamento que encontrou mais de 100 posts sobre a eleição após o bloqueio. Agência Pública / Núcleo · Tecnologia · set/2026 |
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Quanto das exportações brasileiras é atingido pelas novas tarifas O detalhamento oficial do MDIC sobre as sobretaxas americanas. MDIC · Comércio exterior · jul/2026 |


