In partnership with

Daily Brew

DOMINGO · 26 DE JULHO DE 2026 · EDIÇÃO ESPECIAL

Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.

7 Stocks to Buy Before the Robots Take Over

The next AI trade may not be another chatbot.

It may be surgical robots, automated warehouses, smart factories, and machine vision systems already reshaping how companies operate.

MarketBeat’s new 7 Stocks to Buy Before the Robotics Revolution report reveals seven companies positioned across the automation boom, from robot builders and AI chip leaders to machine vision providers and factory automation giants.

This is where AI gets a body.

And as labor shortages, wage pressure, and supply chain stress push more companies toward automation, these stocks could move before the robotics story becomes impossible to ignore.

The report normally sells for $29.97, but it is free for a limited time.

Macro · De onde vem o crescimento

O FMI subiu a nota do Brasil para 2,4%, e o consumo ajuda a explicar a resistência da economia

O FMI acaba de fazer um favor ao governo: elevou a projeção de crescimento do Brasil em 2026 de 1,9% para 2,4%, acima do que projetam a Fazenda (2,3%), o Banco Central (2,0%) e o mercado no Focus (1,99%). A manchete escreve sozinha. Só que, do lado dessa boa notícia, há um número que quase ninguém coloca na mesma frase: a Selic está em 14,25% ao ano, pouco abaixo dos 15% de janeiro, o maior patamar desde 2006. Juntando os dois, sobra o paradoxo: como um país cresce, e cresce mais do que se esperava, com o freio puxado com essa força?

Parte da resposta está na renda que chegou ao bolso das famílias. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor desde janeiro, beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas: aproximadamente 10 milhões deixaram de pagar o imposto e outras 5 milhões passaram a pagar menos. Uma estimativa da FGV calcula que a renda liberada pode gerar um impulso de cerca de R$ 28 bilhões na economia, algo perto de 0,2 ponto do PIB. Some a isso um mercado de trabalho apertado e as transferências em dia.

Quem ganha pouco tende a gastar uma parcela maior de cada real a mais que recebe. Como o consumo das famílias é cerca de 63% de tudo o que o país produz, mexer nessa alavanca produz efeitos relevantes na atividade. Não é a história inteira, o próprio FMI credita a resistência do Brasil também a reformas e à proteção diante do choque do petróleo, mas é uma parte importante dela.

E é aí que começa a explicação para os juros que não cedem. Uma economia que gasta mais, num país que não ficou proporcionalmente mais capaz de produzir, mantém pressão sobre os preços. E é contra essa pressão que o Banco Central trabalha.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Macro · O cabo de guerra

O governo acelera, o Banco Central freia, e quem paga é você

Gente com mais dinheiro comprando mais, num país que não ficou proporcionalmente mais capaz de produzir, empurra os preços para cima. Por isso o estímulo à demanda é um dos fatores que dificultam a queda dos juros. Não é o único: ele se soma às expectativas de inflação ainda altas, às pressões no setor de serviços e aos choques recentes de alimentos e energia. Mas é a parte da conta que o próprio governo controla, e mesmo assim empurra na direção contrária à do Banco Central.

Daí o cabo de guerra dentro da própria máquina pública, e você está nas duas pontas da corda. De um lado, os estímulos saem do orçamento, bancado por impostos e, quando a conta não fecha, por mais dívida. Do outro, você paga os juros altos no cartão, no financiamento e no crédito da sua empresa, e ainda vê a dívida pública ficar mais cara de rolar a cada ponto de Selic.

🎓 O que a teoria diz: por que fiscal e monetária não podem remar contra?

Jan Tinbergen, um dos vencedores do primeiro Prêmio de Economia, em 1969, mostrou que objetivos diferentes exigem instrumentos próprios. Robert Mundell avançou na ideia ao defender que cada instrumento deve mirar o objetivo sobre o qual tem mais influência. O problema aparece quando a política fiscal e a monetária são usadas em direções opostas, uma estimulando a demanda enquanto a outra tenta contê-la. Não é que os juros estejam errados. É o carro andando com um pé em cada pedal.

E daí?

Na prática, quanto mais expansionista for a política fiscal, maior tende a ser o trabalho exigido do Banco Central. Não é o único fator por trás da Selic, mas contribui para que os juros fiquem elevados por mais tempo, e são esses juros que encarecem o seu financiamento, o rotativo do cartão e o crédito da sua empresa.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Macro · A conta que chega depois

Com os juros a 14,25%, muita fábrica deixa de sair do papel

Tem um custo que não aparece no PIB deste ano, e é o mais silencioso de todos. Juros altos não pesam só no consumo, pesam no investimento. A empresa que pensaria em expandir, contratar, montar uma fábrica, faz a conta entre o retorno esperado do projeto, o custo do crédito, o risco e o que ela ganharia sem risco na renda fixa. Com a renda fixa pagando perto de 14% e o crédito caro, muitos projetos deixam de superar esse retorno mínimo.

O resultado tende a ser menos investimento privado, ainda que a intensidade dependa do setor, do risco e das perspectivas de demanda. E investimento é o que faz o país produzir mais lá na frente. Uma economia que se apoia demais no consumo de hoje, e pouco no investimento de amanhã, corre o risco de animar o presente e adiar o problema.

Três termômetros dizem para onde essa história caminha nas próximas semanas. O Focus, o boletim semanal do Banco Central, mostra se o mercado segue esperando a Selic em 14% no fim de 2026 ou passa a projetar cortes maiores, uma expectativa que depende não só da demanda, mas também da inflação, do quadro fiscal, do câmbio e do ambiente internacional. A próxima reunião do Copom, em 4 e 5 de agosto, importa menos pela decisão e mais pela linguagem da ata. E o lado fiscal entra na conta, porque quanto mais expansionista a política fiscal em ano eleitoral, maior o trabalho exigido do Banco Central.

A revisão do FMI é uma boa notícia de verdade. Ela só não conta a história inteira, e a história inteira mexe mais no seu bolso do que a manchete.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

🧠 Economia para não economistas

Crescer gastando não é o mesmo que crescer produzindo

Imagine duas famílias que receberam o mesmo 13º salário. A primeira gastou tudo no shopping: teve um mês ótimo, jantou fora, trocou de celular. A segunda usou o dinheiro para comprar uma ferramenta que aumenta o quanto ela ganha: o mês foi mais sem graça, mas o ano seguinte inteiro ficou melhor. As duas movimentaram a mesma quantia. Só que uma animou o presente e a outra construiu o futuro.

Com país é igual. Crescer porque as pessoas estão consumindo mais é a primeira família. Crescer porque se investiu em máquinas, estradas e produtividade é a segunda. Os dois aparecem como "o PIB subiu", mas só o segundo aumenta a capacidade de produzir, o que os economistas chamam de crescimento do lado da oferta. O primeiro esbarra num teto: quando todo mundo quer comprar mais do que o país consegue fazer, sobra inflação, e é aí que os juros entram em campo.

O crescimento do Brasil em 2026 tem uma boa dose da primeira família, e essa é uma das razões de a economia acelerar com os juros ainda no alto. Crescer apoiado na demanda, num país que não ficou na mesma medida mais capaz de produzir, cobra esse preço.

Que nota você dá pra edição de hoje?

Login or Subscribe to participate

☕ Daily Brew · Indique e ganhe

5 indicações.
O primeiro prêmio é seu.

Manda o link pra quem vive te perguntando sobre economia. Essa pessoa para de perguntar. Você começa a ganhar.

Seu placar agora {{rp_personalized_text}}
Indicar pelo WhatsApp
ou copie seu link pessoal newsletter.dailybrew.com.br/subscribe?ref={{rp_referral_code}}
05
Resumo de 5 livros de Economia
2 meses de leitura. Em PDF. Hoje.
10
Caneca do Mercado Financeiro
Exclusiva. Só quem indica tem.
20
Livro A Psicologia Financeira
De graça, na sua casa.
50
Chat no Zoom em grupo com o Leo
Você pergunta o que quiser, ao vivo.
Grátis. Sem prazo. Cada indicação conta pra sempre.

Ver minhas recompensas

📚 Vale ler

FMI eleva a projeção do Brasil para 2,4% em 2026

O gancho da edição: a revisão do FMI de 1,9% para 2,4% e por que ela veio.

Metrópoles · Economia · jul/2026

Focus: mercado vê só mais um corte na Selic este ano

Por que o freio quase não afrouxa: a Selic projetada em 14% no fim de 2026.

Bora Investir (B3) · Boletim Focus · jul/2026

Apesar dos juros, o consumo das famílias é o motor da economia

A alavanca do bloco 1: o consumo das famílias é 63,8% do PIB.

Agência Brasil · Economia

A isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, faixa a faixa

O estímulo fiscal que colocou renda no bolso e ajudou a aquecer a demanda.

gov.br · jan/2026

Keep Reading