
QUARTA-FEIRA · 28 DE OUTUBRO DE 2026
Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
The Robot Boom Is Here. Which Company Comes Out on Top?
Robots are moving into factories, warehouses and hospitals faster than most people realize. When a new industry takes off like this, the instinct is to buy a basket of names and hope one of them hits.
The trouble is that baskets dilute your winners. In a lot of booms, a single company ends up taking the lion's share, while everyone holding the other six watches from the sidelines.
Our report names the one robot company we think comes out on top, and explains why. It normally sells for $19.99, but today it's free. Opt in and we'll also text you alerts on the stock, so you don't miss a move.
☕ Bom dia
Um em cada seis devedores do país está no endividamento de risco, e o Banco Central promete novas regras ainda neste ano.
O governo promete medidas para as contas públicas sem dizer quais, e o Tesouro voltou a comprar títulos para segurar os juros.
O candidato derrotado à Presidência deixou o país sem entregar o passaporte, e os Estados Unidos vão dar visto a ele e à família. ☕

1 · Crédito · O endividamento de risco
Um em cada seis devedores está no endividamento de risco, e o BC promete mais medidas ainda neste ano
O Banco Central contou 20,3 milhões de brasileiros no endividamento de risco em junho. São 17% de todos os que devem a bancos e financeiras. Em cinco anos, o grupo cresceu 75%. Os números estão no Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado ontem.
Para entrar na conta, basta cumprir duas destas quatro condições:
- atraso de mais de 90 dias em alguma parcela
- mais da metade da renda do mês comprometida com dívidas
- cheque especial, crédito pessoal e rotativo do cartão usados ao mesmo tempo
- o que sobra depois das parcelas fica abaixo da linha da pobreza
Estar no grupo não significa estar com as contas atrasadas, mas indica mais fragilidade, segundo o BC.
A piora ganhou velocidade no último ano. Em junho de 2021, o grupo era 9,7% dos devedores. Ficou perto de 13% entre 2022 e 2024 e chegou a 17% agora, como mostra o gráfico.

O relatório também mostra que os créditos problemáticos das famílias, com atraso longo ou pouca chance de pagamento, chegaram ao maior nível desde 2012 na maioria das linhas.
O BC vê parte do problema na oferta. Uma pesquisa do próprio banco mostra que quem ganha menos recebe, em média, nove ofertas de crédito por mês, e parte delas vira empréstimo que a pessoa nem estava procurando.
Na sexta, o BC já tinha mandado bancos e financeiras oferecerem um jeito de o cliente bloquear propaganda e ofertas de crédito, a partir de 31 de março de 2027. Para quem já corre risco de se endividar demais, oferta só com autorização prévia, e só de renegociação ou de portabilidade, a troca da dívida para outro banco.
Vêm mais regras. Ontem, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que "pretendemos adicionar medidas ainda este ano", com foco em quem usa o rotativo do cartão ou tem atrasos grandes.
Para quem quer renegociar, bancos e BC fazem de 1º a 30 de novembro o mutirão anual de negociação de dívidas.
O Brasil já viu o que acontece quando o crédito é empurrado. Em 2011, o governo pôs dinheiro no Banco do Brasil e na Caixa, e os dois bancos fizeram uma grande campanha para vender consignado, principalmente a servidores públicos.
Pela conta dos economistas Gabriel Garber, Atif Mian, Jacopo Ponticelli e Amir Sufi, num estudo de 2024 feito com dados do Banco Central, de 2010 a 2014 a dívida dos servidores subiu 15 pontos em relação à renda de 2010, na comparação com trabalhadores parecidos do setor privado. O consignado saía com juro de cerca de 20% ao ano acima da inflação, para uma renda que crescia perto de 1%.
Quem mais tomou foram os que entendiam menos de finanças. Para eles, o gasto no cartão ficou mais instável e, na média, menor.
A pressa também pesa. Num credor digital do México, dobrar o tempo de entrega do empréstimo, de 10 para 20 horas, reduziu a chance de calote em 21%, segundo Alfredo Burlando, Michael Kuhn e Silvia Prina.
Se a lógica valer aqui, frear a oferta protege primeiro quem entende menos de juros.
Garber, Mian, Ponticelli e Sufi, Journal of Financial Economics, 2024 · Burlando, Kuhn e Prina, Journal of Development Economics, 2025
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2 · Juros · A resposta ao tombo
O governo promete ajuste sem dizer qual, e o Tesouro volta a comprar títulos para segurar os juros
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que o governo tem "várias medidas sendo estudadas e algumas prontas" para as contas públicas e que elas vão ao Congresso "em breve". Não disse quais nem quando.
No mesmo dia, a articulação política falou outra língua. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o ajuste "não foi discutido, e nem está sendo discutido".
Quem agiu foi o Tesouro. Recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos na segunda e anunciou outra recompra ontem. O dólar caiu 1,07%, para R$ 5,349, e os juros futuros recuaram.
Para quem investe, o Tesouro voltou a pagar 8% acima da inflação. O Tesouro IPCA+ 2035 saltou de 6,76% ao ano na sexta para 8,02% na segunda, de volta ao nível de julho e agosto, como mostra o gráfico.

Para quem deve, a conta é a outra. O mercado passou a apostar em pausa nos cortes dos juros básicos, hoje em 13,75% ao ano.
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3 · Mundo · O visto americano
O candidato derrotado deixa o país sem entregar o passaporte, e os EUA vão dar visto a ele e à família
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, derrotado no segundo turno, deixou o Brasil ontem rumo aos Estados Unidos. Tinha até o meio-dia para entregar os passaportes à Polícia Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e não entregou. Na segunda, em vídeo, tinha dito que entregaria.
O governo Trump sabia do prazo. Já na segunda, deixou claro que a entrada seria permitida, segundo um assessor do Trump ouvido pela CNN. Autoridades americanas disseram à CNN e à Reuters que os EUA vão dar visto a ele e à família.
A saída não encerra o caso. A PF cancelou os passaportes, e o PT pediu a prisão preventiva e o alerta vermelho da Interpol. Ele é investigado num inquérito sobre lavagem de dinheiro que envolve o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades.
O Lula chamou a viagem de "ato vergonhoso". Aliados falam em exílio.
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📈 Mercados
| Ativo | Fechamento | No dia |
| Ibovespa | 175.710 pts | -0,51% |
| Dólar | R$ 5,35 | -1,07% |
| S&P 500 | 7.723 pts | +0,60% |
| Nasdaq | 26.478 pts | +1,18% |
| Petróleo (Brent) | US$ 113,88 | -1,67% |
| Ouro | US$ 4.075 | +0,90% |
Fechamento de terça, 27 de outubro. Dólar à vista no fechamento. Petróleo: contrato Brent de dezembro na ICE. Ouro: contrato de dezembro na Comex. Fontes: B3, ICE e Comex.
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📅 O que vem aí
HOJE · 15h
Fed: a decisão dos juros americanos
O banco central dos EUA decide os juros, hoje na faixa de 3,75% a 4% ao ano depois da alta de setembro.
HOJE
TCU: a alíquota da CBS
O Tribunal de Contas da União decide a alíquota de referência da CBS, o novo imposto federal sobre o consumo criado pela reforma tributária.
SEXTA · 9h
PNAD: o desemprego de setembro
O IBGE divulga a pesquisa mensal de emprego.
SÁBADO · 1º/11
Mutirão de dívidas
Começa o mutirão anual de negociação de dívidas com bancos, que vai até 30 de novembro.
3 E 4/11
Copom
O Banco Central decide os juros básicos, hoje em 13,75% ao ano.
📚 Vale ler
Relatório de Estabilidade Financeira o relatório do BC com o endividamento de risco e o crédito das famílias. BANCO CENTRAL · CRÉDITO · 27/10/2026 |
Consumption Smoothing or Consumption Binging? o estudo de Garber, Mian, Ponticelli e Sufi sobre o consignado de 2011, em inglês. JOURNAL OF FINANCIAL ECONOMICS · ESTUDO · 06/2024 |
o estudo de Burlando, Kuhn e Prina sobre a pressa do crédito digital, em inglês. IZA · ESTUDO · 09/2023 |
Governo buscará cumprir meta fiscal com diálogo as falas do ministro da Fazenda sobre o ajuste. AGÊNCIA BRASIL · FISCAL · 27/10/2026 |
Ajuste fiscal não é prioridade, diz ministro o ministro das Relações Institucionais e as prioridades até dezembro. INFOMONEY · FISCAL · 27/10/2026 |
os fatos de domingo a terça, hora a hora. PODER360 · POLÍTICA · 27/10/2026 |
O governo Trump e a entrada nos EUA o que um assessor do Trump disse à CNN. CNN BRASIL · MUNDO · 27/10/2026 |


