In partnership with

Follow the $50 Billion Buy-In

Wall Street just bet billions on a small collection of stocks.

And after a volatile first half of 2026, it looks like they’re about to shift even more.

MarketBeat’s updated 10 Best Stocks to Own in 2026 report reveals the 10 names attracting fresh capital right now.

1
Daily Brew

SEGUNDA-FEIRA · 22 DE JUNHO DE 2026

☕ Bom dia

A nova Datafolha não mexeu no jogo, e é isso que conta: Lula consolidou a frente no 2º turno e segue à frente no 1º. A disputa já foi bem mais apertada meses atrás.

No supermercado, a inflação não dá trégua: a cesta básica voltou a subir e já dobrou desde 2018.

E lá fora, a direita venceu a eleição na Colômbia, mais um país da região virando à direita.

Brasil · Eleição 2026

Datafolha · 1º e 2º turno · consolidação

Datafolha: a frente de Lula sobre Flávio se consolida

A nova Datafolha não mudou o jogo, e é justamente esse o recado: Lula consolidou a vantagem no 2º turno, onde aparece à frente de Flávio Bolsonaro por 47% a 43%, e ainda melhorou um pouco a margem no 1º turno, com 41% contra 31%. Atrás dos dois, ninguém decola: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e Renan Santos, do Missão, aparecem com cerca de 3% cada, num campo ainda fragmentado.

Os números quase não mudaram desde a pesquisa de 21 de maio, e é por isso que se fala em consolidação. A disputa, porém, já foi mais apertada: em abril, Flávio chegou a 35% no 1º turno, a quatro pontos de Lula, antes de recuar para os 31% de agora, como mostra o primeiro gráfico. Como a margem de erro é de 2 pontos, a diferença ainda pede cautela: a novidade está menos no tamanho da frente e mais na repetição do resultado.

A virada veio na segunda metade de maio. Flávio escorregou depois da divulgação dos áudios do caso Vorcaro, em que o senador aparece pedindo dinheiro, e perdeu fôlego justamente quando vinha em alta.

No cenário de 2º turno, o vaivém foi mais nítido: em março Lula liderava por 46% a 43%, Flávio chegou a passar o presidente em abril (46% a 45%), os dois empataram em meados de maio, e desde o fim do mês Lula retomou a dianteira, nos atuais 47% a 43%.

Tem ainda um número que quase não vira manchete. Quando a Datafolha pergunta sem mostrar a lista de candidatos, a chamada pesquisa espontânea, os votos despencam: Lula aparece com 30% e Flávio, com 17%. Não é erro, é método: sem a lista de nomes na frente, muita gente não lembra dos candidatos menos conhecidos, e os percentuais ficam mais baixos.

Faltam pouco mais de três meses para o 1º turno, marcado para 4 de outubro, e muita coisa ainda pode mudar; a campanha na TV e os debates só esquentam a partir de agosto. Mas, por ora, a fotografia é a de um presidente que recuperou a liderança e a mantém estável.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Brasil · Custo de vida

Cesta básica · inflação · comida

Cesta básica bate R$ 952 em São Paulo e dobra desde 2018

Encher o carrinho do mês ficou mais caro de novo. A cesta básica de alimentos, o conjunto de comida que dá pra um adulto durante o mês, subiu em todas as capitais pesquisadas em maio. Em São Paulo, a mais cara do país, passou a custar R$ 952,20, depois de subir 5% só de abril para maio. Na ponta de baixo ficou São Luís, a R$ 651,15.

O preço de hoje é o retrato de anos de inflação empilhada na comida. A mesma cesta paulistana custava R$ 471 no fim de 2018 e subiu cerca de 102% desde então, como mostra o gráfico. É mais que o dobro da inflação oficial, o IPCA, que avançou perto de 50% no mesmo período: a comida básica encareceu num ritmo bem mais forte que a média dos preços. O único respiro foi em 2023, o único ano em que a conta caiu, mas 2026 começou pesado de novo.

Para dar tamanho ao aperto, o DIEESE calcula quanto uma família de quatro pessoas precisaria ganhar para comer bem e ainda pagar moradia, transporte e saúde. Em maio, deu R$ 7.999,44, quase cinco vezes o salário mínimo de R$ 1.621. Ou seja, quem ganha um mínimo precisaria de quase cinco para a conta fechar.

Se a sensação é que o dinheiro do mercado some mais rápido, não é impressão. Para quem ganha de 2 a 5 salários mínimos, uma fatia cada vez maior do mês vai embora só para encher a geladeira. Dá para garimpar no que está mais barato no ano, como café, arroz e açúcar. E o imposto que a reforma tributária promete tirar da cesta básica só some do preço a partir de 2027.

📚 Teoria · por que a inflação que você sente é maior que a do jornal

O índice oficial de inflação mede uma cesta enorme: comida, aluguel, transporte, energia, eletrônico, serviço. Só que comida pesa muito mais no orçamento de quem ganha pouco. Quando o supermercado sobe mais que a média, quem gasta a maior parte do salário com comida sente uma inflação maior do que o número que aparece no jornal. A cesta básica é, no fundo, a inflação do prato.

E daí?

Quando você ouvir que “a inflação foi de tanto por cento”, lembre que é uma média. O índice não está errado, mas, para a família que gasta quase tudo com o básico, a inflação sentida no dia a dia pode ser bem maior. Por isso a cesta básica é um bom termômetro do aperto de quem ganha menos.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Internacional · Colômbia

Eleição · direita · América Latina

De La Espriella vence na Colômbia e a América do Sul segue indo para a direita

Neste domingo, o advogado Abelardo De La Espriella, um autodeclarado antissistema apoiado por Donald Trump, saiu na frente no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia. Pela contagem preliminar, foram 49,66% contra 48,70% do senador de esquerda Iván Cepeda, menos de 1 ponto de diferença, cerca de 249 mil votos, numa das disputas mais apertadas da história recente do país. A margem é tão pequena que Cepeda ainda não admitiu a derrota e pediu a verificação das urnas; o resultado oficial, que costuma confirmar a prévia, só sai nos próximos dias.

Apelidado de El Tigre, Espriella fez da segurança o centro da campanha, surfando o descontentamento dos colombianos com a violência e a economia. Prometeu megaprisões inspiradas no modelo de Nayib Bukele, em El Salvador, cortar impostos, encolher o Estado e enfrentar os grupos armados com a força das armas, uma ruptura com o atual presidente, o esquerdista Gustavo Petro.

O resultado reforça uma virada que já varria a América do Sul. Argentina, Chile, Equador e Bolívia elegeram a direita nos últimos anos, e no Peru a conservadora Keiko Fujimori está perto do poder. O fio que liga todos é parecido: medo da criminalidade, desgaste de quem está no governo e a sensação de economia fraca.

Para o Brasil, o recado é geográfico: o governo Lula fica cada vez mais cercado por vizinhos de direita, o que mexe com comércio, diplomacia e migração e, em ano de eleição por aqui, vira um termômetro do humor político da região. Espriella assume em 7 de agosto, mas com uma dívida alta e um Congresso dividido pela frente, o que pode frear suas promessas mais ousadas.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Que nota você dá pra edição de hoje?

Login or Subscribe to participate

📊 Mercados — Fechamento da semana (sexta, 19/06)

AtivoFechamentoNa semana
Ibovespa168.333 pts↓ −1,64%
Dólar (comercial)R$ 5,16↑ +2,04%
Petróleo (Brent)US$ 80,05↓ −7,96%
OuroUS$ 4.160↓ −1,40%
S&P 500*7.501 pts↑ +0,93%
BitcoinUS$ 62.200↓ −1,10%

Fontes: InfoMoney (Ibovespa e dólar), Reuters e CNBC (Brent e ouro), Yahoo Finance e AP (S&P 500 e Bitcoin) · variação na semana encerrada na sexta, 19/06 · Elaboração: Daily Brew

* S&P 500: fechamento de quinta (18/06), pois a Bolsa dos EUA não operou na sexta (feriado de Juneteenth). Bitcoin e commodities variam conforme a fonte e o horário de coleta.

📅 O que vem aí

Ter · 23/06

Ata do Copom — a ata da reunião do Banco Central, com as razões do corte de juros da semana passada e o que sinaliza adiante.

Qui · 25/06

PIB dos EUA (1º tri, final) — a leitura final do crescimento; a 2ª estimativa oficial já apontou 1,6%.

Sex · 26/06

Desemprego no Brasil (PNAD) — a taxa de desocupação no trimestre até maio, o termômetro do emprego.

📚 Vale ler

Datafolha: Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro, 31% no 1º turno

A íntegra da pesquisa de junho, com os cenários de 1º e 2º turno e a ficha técnica.

IstoÉ · Eleições 2026 · jun/2026

Em abril, Flávio chegou a passar Lula no 2º turno

O retrato de quando a disputa estava virada, que ajuda a medir o tamanho da recuperação do presidente.

CNN Brasil · Eleições 2026 · abr/2026

Ibovespa sobe no dia, mas fecha a semana no vermelho

O resumo do pregão de sexta (19/06), com a Bolsa de lado e o dólar firme acima de R$ 5,16.

InfoMoney · Mercados · jun/2026

O Copom corta os juros para 14,25%, o 3º corte seguido

Por que o banco central afrouxou os juros mesmo com a inflação acima da meta, e o que vem pela frente.

Agência Brasil · Economia · jun/2026

☕ Boa segunda

Na corrida ao Planalto, Lula consolidou a frente — no mercado, foi semana de pé atrás.

A semana ainda traz os dados de emprego no Brasil e o crescimento dos EUA.

Boa segunda — e bom café. ☕

📱 Siga @dailybrewbr no Instagram

Os bastidores da economia antes de todo mundo.

Keep Reading