Don’t Wait for the OpenAI IPO
OpenAI and Anthropic could be two of the biggest AI IPOs Wall Street has seen in years.
But investors don’t have to wait for those names to hit the public markets to get exposure to the AI boom.
MarketBeat’s 7 AI Stocks to Buy Now report reveals 7 publicly traded companies already positioned to benefit as the next wave of AI investment moves beyond the private model providers.
These are the stocks investors can buy today, before the IPO crowd rushes in.
Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
QUARTA-FEIRA · 01 DE JULHO DE 2026
☕ Bom dia
Gasto. No governo Lula, a despesa cresce quase o dobro do PIB: mais de 21% contra cerca de 11% em quatro anos, segundo estudo do BTG.
Dívida pública. A conta acumulada chegou a 81,1% do PIB em maio, ou R$ 10,6 trilhões, o maior nível em cinco anos.
Emprego formal. O país abriu 72,9 mil vagas formais em maio, o pior resultado para o mês desde a pandemia, mesmo com o desemprego na mínima histórica, em 5,6%. ☕

Brasil · Pé no acelerador
BTG · Mansueto Almeida · Samuel Pessoa · Despesa · PIB · Arcabouço · Lula 3
No Lula 3, o gasto público cresce quase o dobro da economia
Um levantamento dos economistas Mansueto Almeida e Samuel Pessoa, do banco BTG, apresentado nesta terça pela CNN, joga luz num número desconfortável: ao longo dos quatro anos do atual governo, a despesa federal deve crescer mais de 21%, enquanto a economia, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto, o tamanho de tudo que o país produz num ano), cresce cerca de 11%. Em resumo, o gasto avança quase no dobro do ritmo da economia que deveria sustentá-lo.
Atenção para não confundir com o tamanho da dívida. Aqui o assunto é o fluxo: quanto o governo gasta a cada ano e em que velocidade. Quando a despesa corre na frente do crescimento por tempo suficiente, a conta não fecha sozinha. Falta receita para cobrir o que sai, e a diferença vira mais endividamento lá na frente. O estoque acumulado dessa diferença é a dívida, assunto do próximo bloco.
Despesa real × PIB real
Crescimento real ano a ano (%). A barra laranja (despesa) supera a azul (PIB) em todos os anos.
PIB Despesa primária
2023
| PIB | +3,2% |
| Despesa | +6,3% |
2024
| PIB | +3,4% |
| Despesa | +3,7% |
2025
| PIB | +2,3% |
| Despesa | +3,2% |
2026 (projeção)
| PIB | +2,0% |
| Despesa | +4,8% |
Acumulado de 2023 a 2026
|
+11,3% PIB |
+19,5% Despesa primária |
Variação real (já descontada a inflação). PIB: IBGE (2023 a 2025) e projeção do Banco Central para 2026 (+2,0%, Relatório de Política Monetária, jun/2026). Despesa primária: Tesouro Nacional (2023 a 2025) e Lei Orçamentária (LOA) de 2026 (+4,8%). A base e a medida de despesa usadas pelo BTG (acumulado de cerca de 21%) podem diferir desta série. Elaboração: Daily Brew.
Por que o gasto cresce tão rápido? Boa parte é quase automática. Saúde e educação têm pisos mínimos definidos na Constituição; o salário mínimo subiu com ganho acima da inflação e arrasta junto aposentadorias e benefícios; e as emendas parlamentares, o dinheiro que deputados e senadores direcionam, engordaram. Tudo isso pressiona o arcabouço fiscal, que é a regra em vigor desde 2023 para limitar o avanço real da despesa. A regra existe; o problema é caber tudo dentro dela.
Do outro lado do balcão, a receita não acompanha. Para fechar a conta, a equipe econômica tentou levantar mais dinheiro (o aumento do IOF, imposto sobre operações financeiras, é o exemplo recente), mas esbarrou no Congresso, que derrubou a medida na semana passada. Sem nova arrecadação e sem cortar despesa, sobra a aritmética: gasto subindo mais rápido que a economia, ano após ano.
O problema, no fim, não é de aritmética difícil, é de vontade política. Segurar o gasto exige dizer não a setores organizados, e fazer isso em ano de eleição, com o Congresso de olho na própria base, é pedir muito. Por enquanto, o freio segue onde é mais cômodo deixá-lo: para depois das urnas.
🎓 O que a teoria diz
A dinâmica da dívida é uma corrida entre dois times. De um lado, a economia crescendo (e a inflação, que infla a arrecadação). De outro, os juros e os gastos. Se a despesa cresce mais rápido que a economia ano após ano, a relação dívida/PIB sobe quase sozinha, virando uma bola de neve ladeira abaixo, que ganha tamanho a cada volta. Para estabilizar, é preciso o contrário: a economia correndo na frente do gasto, gerando sobra para pagar os juros. O estudo do BTG aponta justamente o desenho oposto, e é por isso que o recado soa de alerta, não de contabilidade.
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Brasil · A conta acumulada
Banco Central · FMI · Dívida bruta · PIB · Prêmio de risco · Selic
A dívida pública bateu o maior nível em cinco anos
E o gasto correndo na frente já aparece no estoque. A dívida bruta do governo geral, a soma de tudo que União, estados e municípios devem, chegou a 81,1% do PIB em maio, segundo o Banco Central. É o maior patamar em cinco anos, e equivale a R$ 10,6 trilhões.
O tamanho, na verdade, depende de quem segura a régua. Pela métrica do FMI (Fundo Monetário Internacional), que inclui todos os títulos do Tesouro, contando até os que estão na carteira do próprio Banco Central e ficam de fora da conta brasileira, a dívida sobe para 94,3% do PIB. E, por qualquer das duas réguas, o Brasil aparece bem acima da média dos países emergentes, que o próprio FMI projeta em torno de 77% para 2026. É essa distância que mantém elevado o chamado prêmio de risco: para emprestar a um país mais endividado, o investidor exige um juro maior como compensação.
Dois motores empurram a conta para cima. O primeiro é o rombo nas contas: em maio, o setor público fechou no vermelho em R$ 56,1 bilhões, e quase todo esse buraco veio do governo federal, a União, de longe o maior gastador entre os entes públicos. O segundo é o juro. Como os títulos vão vencendo, o Tesouro toma novos empréstimos para pagar os antigos, no que se chama "rolar a dívida". Com a Selic, a taxa básica de juros, em 14,25% ao ano, cada rolagem custa caro, e o juro vai sendo somado ao montante. A dívida engorda a si mesma, mesmo sem nenhum gasto novo entrar na conta.
É o outro lado da moeda do bloco anterior: o gasto que cresce hoje, repetido ano após ano, é a dívida que aparece amanhã. E, enquanto a despesa correr na frente da economia, a tendência da linha é seguir apontando para cima.
E daí?
Prêmio de risco e dólar caro não ficam só no noticiário de economia. Quando o país é visto como mais arriscado, sobe o juro que o governo paga, e ele puxa para cima todas as outras taxas. Na prática, vira crédito mais caro para todo mundo: a prestação do carro, o financiamento da casa, o cheque especial. A conta da dívida pública chega, com alguns meses de atraso, no boleto de cada um.
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Brasil · Carteira esfriando
Caged · Ministério do Trabalho · PNAD · IBGE · Serviços · Carteira assinada
O emprego formal teve o pior maio desde a pandemia
O Brasil abriu 72,9 mil vagas com carteira assinada em maio, segundo o Caged (o cadastro do Ministério do Trabalho que conta os empregos formais criados, já descontando as demissões). O saldo é positivo, resultado de 2,21 milhões de contratações contra 2,13 milhões de demissões no mês, mas é o menor para um mês de maio desde 2020, o ano da pandemia. Ou seja: a máquina de gerar emprego com carteira não parou, só passou a girar mais devagar.
Olhando por setor, quem segurou o resultado foram os serviços, com 45,7 mil vagas, puxados por saúde, transporte e atividades administrativas. Construção (12,1 mil), agropecuária (10,2 mil) e indústria (5 mil) vieram bem atrás. No mapa, o Sudeste concentrou quase tudo (45,9 mil) e o Nordeste somou 23,4 mil, enquanto o Sul foi a única região do país a fechar mais vagas do que abriu, num saldo negativo de 4,1 mil postos.
O esfriamento fica mais claro no ano inteiro. De janeiro a maio, foram 767 mil vagas formais, 28% menos que no mesmo período de 2025. Não é coincidência: com a Selic, a taxa básica de juros, em 14,25% ao ano, o crédito fica caro, a empresa pensa duas vezes antes de investir e contratar, e a economia perde fôlego na ponta. Juro alto é, em boa parte, remédio amargo de propósito: serve justamente para esfriar a atividade e segurar a inflação.
O detalhe curioso é que isso convive com o desemprego na mínima histórica. Na semana passada, o IBGE, o instituto que mede emprego, inflação e PIB, informou que a taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre até maio, a menor para esse período desde o início da pesquisa, em 2012, com a população ocupada em nível recorde. São dois retratos do mesmo mercado: pouca gente parada, mas menos contratações novas de carteira assinada. Um mercado apertado que começa a perder ritmo.
🎓 O que a teoria diz
Por que dois indicadores parecem discordar? Porque são fotos diferentes do mesmo mercado. A PNAD, do IBGE, vai de casa em casa e pergunta quem está sem trabalho, e enxerga todo mundo: informal, autônomo, quem faz bico. Por isso mede o nível de desemprego. Já o Caged só vê o emprego com carteira e mede o fluxo do mês: quantos foram contratados menos quantos foram demitidos. Dá, sim, para ter pouca gente desempregada (PNAD baixa) e, ao mesmo tempo, a geração de vagas formais perdendo rotação (Caged fraco), sobretudo quando parte das contratações migra para a informalidade. Olhar só um dos dois conta meia história.
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📊 Mercados · Fechamento de terça, 30/06
| Ativo | Fechamento | Dia |
|---|---|---|
| Ibovespa | 172.024 pts | ↓ −0,68% |
| Dólar (BRL) | R$ 5,1626 | ↓ −0,19% |
| Petróleo Brent | US$ 74,01 | ↑ +0,14% |
| Ouro | US$ 4.062,60 | ↑ +0,59% |
| S&P 500 | 7.466,63 | ↑ +0,35% |
| Dow Jones | 52.277,11 | ↑ +0,18% |
| Nasdaq | 26.033,49 | ↑ +0,83% |
| Bitcoin | US$ 58.567 | ↓ −1,32% |
Fontes: B3, Reuters e Yahoo Finance · fechamento de 30/06 (cotações podem variar por contrato e horário) · Elaboração: Daily Brew
📅 Agenda · de 1 a 3 de julho
| QUA 1/07 | MÉDIO No Brasil, saem o PMI da indústria de junho, termômetro mensal das fábricas, e a Confiança Empresarial da FGV. Nos EUA, o ISM da indústria e os dados de vagas em aberto (JOLTS) abrem a semana do mercado de trabalho americano. |
| QUI 2/07 | ALTO IMPACTO Nos EUA, sai o payroll de junho, o relatório de criação de empregos que mais mexe com os mercados, antecipado um dia por causa do feriado de 4 de Julho. |
| SEX 3/07 | INFORMATIVO No Brasil, o IBGE divulga a produção industrial de maio. Nos EUA, os mercados ficam fechados pelo feriado da Independência. |
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