O Ibovespa bateu 198.657 pontos ontem — 11ª alta consecutiva, novo recorde histórico. O dólar ficou abaixo de R$ 5 pelo segundo dia seguido. O Brent caiu quase 4%, de volta à casa dos US$ 95, porque cinco fontes disseram à Reuters que EUA e Irã podem retornar a Islamabad ainda esta semana.
O FMI cortou a previsão de crescimento global citando a guerra. O ouro subiu 2% e atingiu US$ 4.864 — novo recorde histórico. O mercado está lendo a semana como "escalada com saída negociada" e subindo.
A lógica é estranha. Mas está funcionando. ☕
Enquanto o bloqueio naval americano dos portos iranianos permanece ativo, cinco fontes disseram à Reuters que equipes de negociação de EUA e Irã podem retornar a Islamabad ainda esta semana. Um funcionário americano confirmou que "o diálogo para chegar a um acordo continua." O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif também disse que os esforços seguem. O Brent, que tinha subido mais de 4% na segunda com o anúncio do bloqueio, recuou quase 4% ontem e voltou à casa dos US$ 95 — o mercado descartou parte do prêmio de guerra no mesmo pregão.
A AIE divulgou seu relatório mensal: a guerra causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada, com perda de 10,1 milhões de barris por dia em março. O FMI, em reunião anual em Washington, cortou a previsão de crescimento global citando diretamente a guerra no Irã. O ouro subiu 2% para US$ 4.864 — novo recorde histórico —, refletindo a busca por proteção num cenário de incerteza máxima.
A lógica do mercado segue a mesma da semana: bloqueio é pressão negociada, não guerra total. Cada sinal de nova rodada de conversas derruba o Brent e sobe as bolsas. O Ibovespa bateu 198.657 ontem — 11ª alta consecutiva. O S&P subiu 1,18%. O Nasdaq, 1,96%. Wall Street leu o dia como "caminho para o acordo ainda existe."
O Ibovespa fechou em 198.657 pontos ontem, 11ª alta consecutiva e novo recorde histórico. O dólar ficou praticamente estável em R$ 4,99, abaixo de R$ 5 pelo segundo pregão seguido. Abril registra entrada líquida de R$ 11,55 bilhões em capital estrangeiro até o dia 9 — o saldo acumulado no ano beira R$ 65 bilhões. O Itaú BBA já fala em objetivo de 250 mil pontos no médio prazo. O Brasil segue sendo o destino favorito entre emergentes.
O Boletim Focus desta semana trouxe um dado incômodo: o mercado elevou a projeção de IPCA para 4,71% em 2026 — quinta alta consecutiva, acima do teto da meta de 4,5%. Mas as projeções para Selic (12,50%) e PIB (1,85%) ficaram estáveis. A leitura: o mercado acredita que o Copom vai cortar mesmo com inflação pressionada, porque o choque é de oferta e está se dissipando com o Brent recuando.
O Brasil também anunciou ontem uma venda de títulos em euros — vencimentos de 4, 7 e 10 anos — com BBVA, BNP Paribas, BofA e UBS como coordenadores. É um sinal de confiança institucional: o governo vai ao mercado internacional num momento de guerra global e dólar caindo. O custo dependerá do humor do dia — e do que sair de Islamabad.
O FMI divulga hoje suas novas projeções de crescimento global. O corte já estava telegrafado: a guerra no Irã cortou 13% do fluxo diário de petróleo e 20% do GNL mundial. O impacto no PIB global será revisado para baixo — a questão é o tamanho do corte. Para o Brasil, a revisão importa porque sinaliza o ambiente externo em que o Copom vai decidir.
O ouro atingiu US$ 4.864,50 ontem, alta de 2,04% — novo recorde histórico. Quando o ouro sobe em dia de bolsa subindo, é porque o mercado está otimista com o curto prazo e nervoso com o médio. O metal diz: "não confio em nada no horizonte de 12 meses." E ele sobe há semanas sem parar.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa hoje das reuniões de governadores de bancos centrais em Washington — à margem do FMI. O Fed sinalizou ontem que cortes podem ter que esperar (Chicago Fed). Com o Copom ainda sem definição, Galípolo vai ouvir colegas em situação semelhante: todo mundo esperando Ormuz para decidir.

⭐ Ibovespa: 11ª alta consecutiva, novo recorde. Dólar: 2º dia abaixo de R$ 5. Ouro: recorde histórico em US$ 4.864. Fonte: Investing.com · B3 · ICE · COMEX · 14/04/2026
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EUA e Irã podem retornar a Islamabad esta semana — InfoMoney/Reuters
Cinco fontes confirmam à Reuters que equipes de negociação voltam ao Paquistão. O Brent caiu 4% na notícia. O cessar-fogo vence em 21/abr.
InfoMoney · Reuters · 14/04/2026
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FMI corta previsão de crescimento global citando guerra no Irã — Reuters
O Fundo reduziu as projeções para emergentes e para a economia global. Galípolo participa das reuniões em Washington esta semana.
Reuters · 14/04/2026
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AIE: guerra causou maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada — InfoMoney
10,1 milhões de barris por dia deixaram de circular em março. A oferta global deve cair 1,5 milhão de bpd em 2026. O número que explica por que o Copom não consegue ignorar Ormuz.
InfoMoney · AIE · 14/04/2026
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A negociação pode voltar esta semana.
O Brent caiu 4% com a notícia.
O ouro bateu recorde mesmo assim.
O Ibovespa está em 198 mil.
O dólar está abaixo de R$ 5.
O FMI cortou o crescimento global.
O mundo é complicado.
O mercado, teimoso. ☕
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