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Harmonic Security Usage Explorer changes that.
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TERÇA-FEIRA · 22 DE SETEMBRO DE 2026
Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
☕ Bom dia
A mediana do Focus passou a prever mais um corte da Selic ainda neste ano. Hoje, a ata do Copom deve detalhar as condições que o Banco Central enxerga para os próximos passos.
Na eleição, Quaest e Nexus mostram uma disputa apertada. Os mercados de previsão dão 60% pro Flávio.
E um estudo voltou ao noticiário com uma estimativa de R$ 38,8 bilhões por ano em custos sociais associados ao jogo problemático. ☕

1 · Juros · Focus, petróleo e a ata de hoje
O mercado já espera mais um corte da Selic e o petróleo voltou abaixo de US$ 100
O mercado mudou a conta para dezembro. O Focus divulgado ontem passou a projetar a Selic em 13,50% no fim de 2026, ante 13,75% na semana anterior. Na prática, isso embute mais 0,25 ponto de queda até dezembro depois do corte feito na quarta passada. O relatório reúne expectativas coletadas até a sexta-feira anterior, portanto a queda do petróleo desta segunda não entrou nessa mudança.
A mudança veio mesmo com a projeção de inflação um pouco maior. A expectativa para o IPCA de 2026 foi de 4,90% para 4,92%. A projeção para o crescimento caiu de 1,89% para 1,88%.
| SEMANA PASSADA | AGORA | |
| Selic no fim de 2026 | 13,75% | 13,50% |
| IPCA 2026 | 4,90% | 4,92% |
| PIB 2026 | 1,89% | 1,88% |
Separadamente, nesta segunda apareceu um alívio para a inflação. O Brent chegou a US$ 99,51 por barril, o menor nível desde 9 de setembro, depois de ter passado de US$ 108 na semana passada. A recuperação parcial dos embarques sauditas e a expectativa de alguma abertura diplomática entre Estados Unidos e Irã tiraram parte do prêmio de risco do preço.
Mas o petróleo continua extremamente volátil. Ataques no Oriente Médio seguem acontecendo e a oferta ainda depende de rotas e instalações vulneráveis. Petróleo mais barato reduz uma fonte de pressão inflacionária. Mas uma commodity que muda vários dólares em poucos dias é difícil de tratar como alívio permanente.
É nesse ambiente que sai hoje, às 8h, a ata do Copom. Depois de cortar a Selic para 13,75%, o documento deve detalhar como o comitê enxergou a desaceleração da atividade, a inflação e os riscos externos. O ponto principal será a linguagem sobre os próximos passos: quanto o BC condiciona novas reduções aos próximos dados e como trata os riscos vindos do petróleo e do cenário externo.
Fontes: Banco Central, Focus de 21/09/2026 e Reuters. Petróleo: preços durante o pregão de segunda-feira.
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2 · Eleição · Pesquisas x mercado
Quaest e Nexus mostram disputa apertada, já os mercados de previsão dão 60% pro Flávio.
Duas pesquisas divulgadas ontem chegaram a um diagnóstico parecido: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados na reta final da eleição. Na Quaest, Lula tem 37% e Flávio 33% no primeiro turno. Na Nexus/BTG, o placar é de 40% a 37%.
| INSTITUTO | LULA · 1ºT | FLÁVIO · 1ºT | 2º TURNO |
| Quaest | 37% | 33% | Lula 41% · Flávio 42% |
| Nexus/BTG | 40% | 37% | Lula 46% · Flávio 45% |
Na Quaest, em relação à rodada de 14 de setembro, Lula oscilou de 36% para 37% e Flávio de 31% para 33%. Num eventual segundo turno, Flávio permaneceu em 42% e Lula passou de 40% para 41%. Tudo dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A Nexus conta uma história parecida: três pontos de diferença no primeiro turno e apenas um no segundo. Os levantamentos, porém, não são diretamente comparáveis. A Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 17 e 20 de setembro; a Nexus entrevistou 2.006 pessoas por telefone entre 18 e 20.
Só que, enquanto as pesquisas mostram praticamente um empate, o mercado de previsão conta uma história diferente. Na noite de segunda-feira, os contratos de vitória de Flávio na Polymarket eram negociados perto de 60¢, contra cerca de 40¢ para Lula. O mercado já acumulava aproximadamente US$ 153 milhões em volume.
Não é uma contradição. Pesquisa e mercado estão tentando responder perguntas diferentes. A pesquisa pergunta em quem o eleitor votaria hoje. O mercado tenta colocar preço em quem vai efetivamente ganhar a eleição.
E, para fazer essa conta, o trader não olha apenas para o 37% contra 33%. Ele pode tentar precificar o erro das próprias pesquisas, diferenças entre institutos, quem de fato vai comparecer às urnas, rejeição dos candidatos, transferência de votos no segundo turno e o que ainda pode acontecer na campanha. Em outras palavras, a pesquisa entra na conta do mercado — mas não é a conta inteira.
Tem ainda outro ingrediente: dinheiro na mesa. Quem acha que o mercado está subestimando Lula pode comprar Lula a 40¢. Quem acha que Flávio está barato a 60¢ pode fazer o contrário. Conforme essas apostas entram, o preço se ajusta e tenta agregar as diferentes informações e expectativas dos participantes.
Isso ajuda a entender por que um segundo turno de 42% a 41% na Quaest não necessariamente vira 50¢ a 50¢ na Polymarket. O mercado pode acreditar que esse empate nas pesquisas não é um cara ou coroa — seja porque espera uma determinada transferência de votos, porque desconfia de algum viés das pesquisas ou porque incorpora outras informações sobre a corrida.
Mas mercado também erra. O preço depende de quem está apostando, de quanto dinheiro cada lado coloca e das informações disponíveis naquele momento. Os 60¢ não são uma verdade estatística escondida atrás das pesquisas — são o preço que equilibra compradores e vendedores naquele mercado.
Em português simples: 60¢ não quer dizer 60% dos eleitores. Quer dizer algo mais próximo de: “com tudo o que sabemos hoje, quanto você pagaria por US$ 1 caso Flávio vença?”. A pesquisa tira a foto. O mercado tenta apostar em como termina o filme.
Quaest: 2.004 entrevistas presenciais, 17 a 20/09, margem de erro de 2 p.p., 95% de confiança, registro TSE BR-06004/2026. Nexus/BTG: 2.006 entrevistas por telefone, 18 a 20/09, margem de erro de 2 p.p., 95% de confiança, registro TSE BR-00485/2026. Polymarket: preços próximos de 60¢ para Flávio Bolsonaro e 40¢ para Lula na noite de 21/09/2026; cerca de US$ 153 milhões em volume. Os preços variam continuamente e o mercado considera o vencedor da eleição, incluindo eventual segundo turno.
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3 · Bets · O que entra na conta de R$ 38,8 bilhões
Um estudo estima em R$ 38,8 bilhões por ano os custos sociais associados ao jogo problemático no Brasil
Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde voltou ao noticiário ontem com um número grande: R$ 38,8 bilhões por ano. Essa é a estimativa do custo social associado ao jogo problemático no Brasil.
A maior parte da conta, R$ 30,6 bilhões, está ligada à saúde. O estudo inclui custos associados a depressão, suicídio, tratamento de saúde mental, alcoolismo e uso de drogas. O restante considera efeitos como perda de emprego, de moradia e encarceramento.
🎓 O QUE ESSE R$ 38,8 BI SIGNIFICA
Não são R$ 38,8 bilhões que saíram do caixa do governo. É uma estimativa de custo social: o estudo tenta colocar valor monetário em gastos e perdas associados ao jogo problemático, incluindo tratamento e perda de qualidade e de anos de vida.
A metodologia usa estimativas de custos por tipo de apostador da Inglaterra, converte os valores por paridade de poder de compra e aplica as proporções brasileiras de apostadores em diferentes níveis de risco.
Segundo a infografia do dossiê, cerca de 12,8 milhões de brasileiros estariam em alguma categoria de risco relacionada às apostas: 11,4 milhões em risco baixo ou moderado e 1,4 milhão em situação classificada como jogo problemático.
O estudo também é comparado à arrecadação do setor, que somou R$ 6,8 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. As duas cifras não medem a mesma coisa nem cobrem o mesmo período: uma é uma estimativa anual de danos associados; a outra é arrecadação observada durante nove meses.
Há uma limitação importante. O próprio IEPS diz que, diante das evidências disponíveis, não é possível afirmar que todos os danos estimados foram causados diretamente pelo jogo problemático. O setor também contesta a metodologia, argumentando que ela usa referências britânicas e não separa adequadamente plataformas licenciadas e ilegais.
Fontes: IEPS, dossiê “A Saúde dos Brasileiros em Jogo”, dezembro de 2025; UOL, 21/09/2026; contraponto do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável.
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📊 Mercados
| Ativo | Fechamento | No dia |
| Ibovespa | 186.595 pts | +0,74% |
| Dólar (Ptax) | R$ 5,1117 | -0,89% |
| S&P 500 | 7.765 pts | +1,49% |
| Nasdaq | 27.122 pts | +2,26% |
| Petróleo (Brent) | US$ 100,34 | -3,40% |
| Ouro | US$ 4.383,90 | -0,93% |
Fechamento de segunda, 21 de setembro. Dólar pela Ptax de venda do Banco Central. Petróleo: contrato Brent na ICE. Ouro: futuros dos EUA. Fontes: B3, Banco Central, Reuters e Comex.
📅 O que vem aí
HOJE · 11h
Ata do Copom
O BC detalha a decisão que levou a Selic a 13,75% e a leitura de riscos para os próximos passos.
HOJE · manhã
Debate Geral da ONU
O Brasil abre o Debate Geral em Nova York, seguido pelos Estados Unidos.
QUINTA · 11h
Relatório de Política Monetária
O Banco Central atualiza projeções de inflação, atividade e o cenário usado na condução dos juros.
QUINTA
Trump recebe Xi Jinping
Comércio, inteligência artificial e minerais estratégicos estão entre os temas previstos para a cúpula em Washington.
SEXTA
IPCA-15 de setembro
A prévia da inflação ajuda a medir quanto do alívio de agosto era temporário.
📚 Vale ler
A página do Copom para acompanhar a ata O calendário oficial marca a ata da reunião de setembro para hoje, às 11h. BANCO CENTRAL |
Por que o petróleo voltou abaixo de US$ 100 A Reuters detalha a recuperação dos embarques sauditas, os riscos de oferta e a expectativa de diplomacia com o Irã. REUTERS · 21/09/2026 |
O instituto publica os cenários de primeiro e segundo turno, consolidação do voto e metodologia da rodada. NEXUS · 21/09/2026 |
Como o IEPS chegou à conta das bets O texto original mostra o que entra nos R$ 30,6 bilhões de saúde e explica a metodologia usada no dossiê. IEPS · 02/12/2025 |


