O cenário mudou de manhã. O Wall Street Journal reportou que Trump quer encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo sem reabrir o Estreito de Ormuz. O Ibovespa disparou mais de 2%, o dólar caiu para R$ 5,18 e o Brent parou de subir.
No Brasil, o G1 revelou hoje que um documento interno do BRB mostra que o banco sabia que parte da carteira de consignados comprada do Master não tinha empréstimos associados — ou seja, comprou ativos fictícios com ciência prévia. O caso Master ganhou uma nova e grave camada.
Hoje foi o último pregão de março. O mês fecha diferente do que abriu: com sinal de saída da guerra, Ibovespa recuperando e o escândalo do crédito brasileiro ganhando mais um capítulo.
O Wall Street Journal reportou que Trump sinalizou a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado. O raciocínio dentro do governo: forçar a reabertura do Estreito prolongaria a guerra além do prazo de seis semanas prometido — e o custo econômico e político já é alto demais.
O mercado reagiu com força. O Ibovespa fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos — maior alta diária em semanas. O dólar caiu para R$ 5,18. As bolsas americanas também subiram: S&P +2,91%, Nasdaq +3,83%. O Brent Jun 26 recuou 3,18%, para US$ 103,97 — o sinal de fim da guerra derrubou o prêmio de risco geopolítico do petróleo.
O secretário de Defesa Pete Hegseth disse que "os próximos dias serão decisivos". O presidente iraniano Pezeshkian disse que o Irã está pronto para acabar com a guerra, mas quer garantias. É o sinal mais concreto de ambos os lados ao mesmo tempo — e o mercado precificou. Março fechou com o Brent acumulando alta de 63% no mês, o maior ganho mensal desde 1988. O último pregão do mês foi verde.

O G1 revelou hoje que um documento interno do BRB mostra que o banco tinha ciência de que parte da carteira de consignados comprada do Master não tinha empréstimos associados — ativos fictícios. O BRB pagou R$ 12,2 bilhões por carteiras do Master. Desse total, R$ 2,6 bilhões foram identificados pelo BC como sem lastro real.
A nova revelação muda o enquadramento do caso. Até agora, a defesa do BRB era que foi vítima de fraude. Com o documento interno, a pergunta passa a ser: o BRB era vítima ou participante? A Polícia Federal já prendeu executivos do Master na Operação Compliance Zero. A investigação agora aperta o cerco sobre os dirigentes do BRB.
O caso tem ramificações políticas importantes: o BRB é o banco do Governo do Distrito Federal. O GDF já comprometeu imóveis públicos como garantia para cobrir o rombo. Para o mercado, o tema pressiona papéis do setor financeiro — e entra no radar eleitoral com outubro se aproximando.
O BC divulgou ontem que a taxa média do consignado privado chegou a 59,4% ao ano em fevereiro — recorde histórico. O produto com desconto em folha, mais seguro para o banco, cobra quase 60% ao ano do trabalhador CLT. As concessões caíram 22,5%. O governo deve anunciar teto de juros para a linha ainda esta semana — medida politicamente fácil, economicamente arriscada.
O Caged de fevereiro saiu com criação de 271 mil vagas formais — dentro da expectativa do mercado e compatível com um mercado de trabalho ainda aquecido, apesar da desaceleração da atividade. O resultado primário de fevereiro foi déficit de R$ 30 bilhões, melhor que o esperado, com queda real de 8,4%.
Ao mesmo tempo, o governo bloqueou R$ 1,6 bilhão no Orçamento para cumprir o arcabouço fiscal. É o ajuste automático quando a arrecadação fica abaixo do projetado — sinal de que a guerra já está comprimindo a atividade econômica e os impostos sobre consumo.
Fechamento 17h (31/03). †Brent Jun 26 caiu −3,18% para US$ 103,97; contrato maio expirou a US$ 118,35 (+5%). Fonte: B3, Investing.com · 31/03/2026
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Trump disposto a encerrar a guerra mesmo sem reabrir o Ormuz
O que o WSJ reportou, por que o mercado acreditou desta vez — e o que ainda precisa acontecer para confirmar.
ADVFN · 31/03/2026
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BRB sabia que carteiras do Master não tinham empréstimos reais
O documento interno que muda o enquadramento do caso: de vítima de fraude para possível conivência.
G1 · 31/03/2026
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Brent sobe 63% em março — maior alta mensal desde 1988
O balanço do petróleo em março: recordes, volatilidade, sinal de saída e o que o mercado espera para abril.
InfoMoney · 31/03/2026
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O BRB sabia das carteiras falsas. O escândalo cresceu.
O consignado está em 59,4%. O Brent +63% em março.
Março acabou diferente do que começou. Abril começa em seis dias. ☕
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