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7 Stocks to Buy Before the Robots Take Over

The next AI trade may not be another chatbot.

It may be surgical robots, automated warehouses, smart factories, and machine vision systems already reshaping how companies operate.

MarketBeat’s new 7 Stocks to Buy Before the Robotics Revolution report reveals seven companies positioned across the automation boom, from robot builders and AI chip leaders to machine vision providers and factory automation giants.

This is where AI gets a body.

And as labor shortages, wage pressure, and supply chain stress push more companies toward automation, these stocks could move before the robotics story becomes impossible to ignore.

The report normally sells for $29.97, but it is free for a limited time.

Daily Brew

Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.

QUARTA-FEIRA · 17 DE JUNHO DE 2026

☕ Bom dia

Super Quarta. Brasil e Estados Unidos decidem seus juros hoje, no mesmo dia — e os dois bancos centrais estão na corda bamba da inflação.
Eleições. Uma nova pesquisa mostra o presidente com vantagem de 12,5 pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Pautas-bomba. O Senado aprovou um pacote que soma mais de R$ 200 bi em gastos sem dizer quem paga, e o governo quer recorrer ao Supremo para tentar barrar. ☕

Brasil · Super Quarta

Copom · Selic · Banco Central · Fed · Powell · IPCA · Dólar

Brasil e Estados Unidos decidem os juros no mesmo dia — com a inflação no caminho dos dois

Hoje é dia de decisão dupla de juros. À noite, o Copom — o comitê de diretores do Banco Central que define a taxa básica de juros do Brasil, a Selic — anuncia se mantém a taxa nos atuais 14,5% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, ou se faz mais um corte, para 14,25%. Algumas horas antes, às 15h (horário de Brasília), o Fed (o banco central dos Estados Unidos) toma a sua decisão, com o mercado esperando que deixe os juros parados. Por coincidir as duas, o mercado apelidou o dia de "Super Quarta".

O dilema do Copom é desconfortável. A inflação medida pelo IPCA (o índice oficial de preços no Brasil) está rodando acima do teto da meta — o limite de 4,5% que o governo se compromete a não furar — e as projeções do mercado para o ano já beiram os 5%. Cortar juros enquanto a inflação sobe é raro e arriscado, porque o juro alto é justamente o freio que o Banco Central usa para segurar os preços. Por isso a praça está rachada: de um lado, casas como Itaú, BTG e J.P. Morgan apostam no corte para 14,25%; de outro, gestoras como Warren e Pilar acham que a decisão mais prudente é não fazer nada e esperar.

Do lado de lá, o Fed vive uma versão parecida do mesmo aperto: inflação ainda acima da meta e um mercado de trabalho forte, o que tira a pressa de cortar. Para o brasileiro, a conta dos dois se encontra no mesmo lugar. Juro alto nos Estados Unidos atrai dinheiro para lá e tende a empurrar o dólar para cima; juro alto aqui encarece o crédito de todo mundo — o financiamento do carro, a prestação da casa, o rotativo do cartão. As duas decisões de hoje, somadas, ajudam a definir quanto vai custar dever dinheiro nos próximos meses.

E daí?

A Selic é o preço de partida de quase todo crédito no país: sobe ela, sobem juntos o cheque especial, o financiamento e o crediário. Se o Banco Central cortar, é um pequeno alívio para quem deve; se mantiver, é o sinal de que o dinheiro vai seguir caro por mais tempo. E não adianta torcer só por aqui: como o Fed decide no mesmo dia, o que sai de Washington mexe no dólar — e dólar mais caro reaparece, semanas depois, no preço do que a gente importa e abastece.

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Brasil · Termômetro eleitoral

CNT/MDA · Lula · Flávio Bolsonaro · Tarcísio · Eleições 2026 · 2º turno

Nova pesquisa mostra Lula abrindo vantagem na corrida de 2026

Saiu nesta terça a nova pesquisa CNT/MDA — levantamento de intenção de voto encomendado pela Confederação Nacional do Transporte e feito pelo instituto MDA. No primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com folga: tem 41,8%, contra 28,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL) — quase catorze pontos de distância. Da terceira colocação para baixo, a disputa é pulverizada e ainda sem tração: o governador Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Romeu Zema (Novo) 2,8%, e uma fila de nomes — de Joaquim Barbosa a Michel Temer — reparte o resto em fatias de 2% ou menos. Brancos, nulos e indecisos somam mais de 14% — espaço de sobra para o quadro se mexer até a eleição.

O dado mais forte, porém, está no segundo turno. No confronto direto, Lula aparece com 49,3% contra 36,8% de Flávio Bolsonaro — doze pontos e meio de frente. E o que mais pesa é a tendência: em abril, a mesma pesquisa mostrava uma disputa quase encostada (45% a 40%); em dois meses, a vantagem do petista quase triplicou. A sondagem ouviu 2.002 eleitores presencialmente entre os dias 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos.

Vale a ressalva de sempre: falta mais de um ano para a eleição, a oposição ainda não definiu candidato único e pesquisa é fotografia, não é previsão — o quadro muda conforme a economia, o humor do eleitor e quem de fato entra na disputa. Mas, para quem acompanha o mercado, a foto de hoje importa porque ajuda a calibrar a aposta sobre quem vai administrar o Orçamento, os juros e os impostos a partir de 2027.

E daí?

Eleição é, para o investidor, um exercício de adivinhar a política econômica do próximo governo — e o preço dos ativos vai se ajustando a essa aposta muito antes da urna. Por isso uma pesquisa que mexe no favoritismo costuma respingar no dólar e na bolsa, mesmo faltando mais de um ano. Não porque o mercado torça por A ou B, mas porque odeia incerteza: quanto mais embolada a disputa, mais caro fica embutir o risco do desconhecido no preço de hoje.

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💬 Frase do dia

"Processo penal não é palhaçada."

— Alexandre de Moraes, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ao rejeitar o pedido da defesa para se declarar impedido, no julgamento de Eduardo Bolsonaro · 16/06/2026

A frase saiu no julgamento que tomou a terça (16): a Primeira Turma do STF formou maioria para condenar Eduardo Bolsonaro (PL) por coação — o crime de tentar, sob pressão, atrapalhar um processo judicial. Para a acusação, ele teria articulado em Washington as sanções e o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil para constranger o Supremo, onde o pai dele foi condenado. Moraes, o relator, ainda negou o pedido da defesa para deixar o caso. Para quem acompanha a economia, fica o registro incômodo: parte das tarifas americanas nasceu grudada nessa briga política.

Brasil · A conta empurrada

Senado · Câmara · Lula · STF · Meta fiscal · Dívida rural · Piso de médicos

O que é uma "pauta-bomba" — e por que o governo levou três delas ao Supremo

Vamos do começo, porque a história anda rápido e é fácil se perder. O governo brasileiro gasta mais do que arrecada. Para não deixar essa diferença crescer sem controle, ele se comprometeu com uma meta fiscal — uma espécie de promessa de não gastar muito além do que entra no caixa. Toda vez que surge uma despesa nova e permanente sem dizer de onde virá o dinheiro, essa promessa fica mais difícil de cumprir. No jargão de Brasília, um projeto assim ganhou um apelido: "pauta-bomba".

Na semana passada, em poucas horas, o Senado aprovou três projetos que se encaixam exatamente nessa definição:

Dívidas rurais (~R$ 140 bi). Renegocia as dívidas de produtores rurais atingidos por secas, enchentes e quebras de safra. É o item mais caro do pacote.
Piso salarial de médicos e dentistas. Eleva o salário mínimo nacional da categoria — uma conta que governos, prefeituras e a rede de saúde teriam de bancar.
Aposentadoria especial de agentes de saúde. Permite que agentes comunitários e de combate a endemias se aposentem mais cedo, pelo desgaste e pelo risco da função.

Cada uma, isolada, tem causa simpática — produtor quebrado, médico mal pago, agente de saúde que adoece no trabalho. Somadas, porém, custam caro, e ninguém concorda sobre quanto: as contas vão de cerca de R$ 215 bilhões a estimativas que, espichadas por mais de uma década, passam de R$ 800 bilhões. A imprecisão é parte do problema — é mais fácil aprovar a despesa quando o tamanho exato da conta fica para depois.

No dia seguinte à votação, o governo Lula reagiu e anunciou que pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar derrubar as medidas. O argumento não é improvisado: o próprio Supremo já decidiu, em casos anteriores, que o Congresso não pode criar gasto obrigatório sem indicar de onde sai a receita. O precedente mais lembrado é o do piso salarial da enfermagem, que chegou a ser suspenso justamente por não dizer quem pagaria a conta. É essa jurisprudência que o Planalto agora quer usar a seu favor.

O jogo ainda tem rodadas pela frente: os projetos passam pela Câmara dos Deputados antes de virarem lei, e Lula ainda pode vetar o que sobrar. No fundo, é uma queda de braço de três lados — Congresso, Planalto e Supremo — sobre quem manda no Orçamento em ano de eleição. O Congresso gosta de carimbar gastos populares; o governo, que terá de pagar, prefere carimbar a responsabilidade no Judiciário.

🎓 O que a teoria diz

Ilusão fiscal: é o nome que os economistas dão à tendência de a sociedade enxergar com clareza o benefício de um gasto público — o aumento, a renegociação, a aposentadoria — e quase não perceber o custo, que vem diluído, adiado e espalhado por todos na forma de mais dívida ou mais imposto lá na frente. Como o aplauso é imediato e a fatura é invisível, aprovar a despesa rende voto agora e a conta só aparece depois. O truque político mora exatamente nessa diferença de prazo entre o crédito e o débito.

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📊 O número do dia

−1,5%

Foi quanto o varejo encolheu em abril, a queda mais forte em quase quatro anos, divulgada pelo IBGE justamente na véspera da decisão de juros. O juro alto serve para isso: esfriar o consumo para segurar os preços. O detalhe é que ele esfria o consumo de todo mundo — inclusive de quem nunca esquentou. Hoje o Banco Central decide se o remédio já fez efeito ou se a economia ainda pede mais uma dose.

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📈 Mercados — Fechamento de ontem (16/06)

AtivoFechamentoNo dia
Ibovespa169.648 pts↓ −0,45%
Dólar (spot)R$ 5,09↑ +0,45%
Petróleo (Brent)US$ 79,48↓ −4,44%
OuroUS$ 4.340,36↑ +0,71%
S&P 5007.511 pts↓ −0,57%
BitcoinUS$ 65.719↓ −0,86%

Fontes: B3, InfoMoney, Trading Economics e Yahoo Finance · variação no dia 16/06 · Elaboração: Daily Brew

📅 Agenda — Semana de 17 a 19 de junho

QUA 17 ALTO IMPACTO Fed decide os juros dos EUA, às 15h (horário de Brasília). O mercado espera manutenção — mas o tom do comunicado mexe no dólar do mundo todo.
QUA 17 ALTO IMPACTO Copom anuncia a Selic, à noite. O fecho da "Super Quarta": o Banco Central decide se corta para 14,25% ou mantém em 14,5% ao ano.
QUI 18 MÉDIO Segunda prévia do IGP-M de junho (FGV), o índice que serve de referência para o reajuste de aluguéis. Primeiro retrato dos preços no atacado após o recuo do petróleo.
SEX 19 INFORMATIVO Receita Federal divulga a arrecadação do mês — termômetro de quanto entra no caixa do governo, bem no meio da queda de braço fiscal com o Congresso.

📚 Vale ler

Confira os números da pesquisa CNT/MDA para presidente

Cenário a cenário, as intenções de voto de primeiro e segundo turno na nova rodada do levantamento.

Gazeta do Povo

Corte ou pausa? Copom enfrenta "ponto crítico" na decisão de juros

Por que as gestoras estão divididas entre cortar a Selic para 14,25% e segurar a taxa com a inflação acima do teto.

InfoMoney

PGR rejeita a segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

O passo a passo da recusa que devolve ao Supremo a decisão sobre o futuro do dono do Banco Master.

Poder360

Petróleo recua e Brent vai a US$ 80 com avaliações sobre o acordo EUA-Irã

Do susto de Ormuz ao menor preço desde março: como o cessar-fogo desinflou o prêmio de risco do barril.

InfoMoney

☕ BOA QUARTA

Dois bancos centrais, um mesmo dia, a mesma dúvida.
O Senado gasta, o Supremo decide, o eleitor paga.
E uma pesquisa lembra que tudo isso tem prazo de validade.
Hoje é dia de juro — amanhã, a conta de sempre.
Bom dia. O café já está pronto. ☕

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