5 Stocks Already Pricing In the SpaceX IPO
Wall Street isn't waiting for the filing. Five publicly traded companies are already accumulating exposure to SpaceX's core revenue streams — Starlink, Falcon 9, and the defense contracts. We've identified each one, ranked by upside and risk tier. Get the full breakdown before the listing window closes.
Tudo que importa na economia. Antes do café esfriar.
TERÇA-FEIRA · 09 DE JUNHO DE 2026
☕ Bom dia
Os economistas tiraram a Selic dos 13%. A projeção para o juro no fim de 2026 subiu para 13,5%, de cerca de 12% no começo do ano — juro alto veio para ficar.
O governo está com a mão pesada. Crédito, subsídio e renda devem injetar quase R$ 190 bilhões na economia em 2026 — e a conta vence em 2027.
O Fed (o banco central dos EUA) ganhou um chefe novo. Kevin Warsh estreia decidindo o juro na semana que vem — no mesmo dia que o Banco Central brasileiro.
Brasil · Juro teimoso
Selic · Copom · IPCA · dólar · DI · 17 de junho
Expectativa do juro básico sobe e ele não termina mais 2026 em 13%
A Selic está em 14,5%, depois de dois cortes de 0,25 ponto neste ano. Mas os economistas pararam de apostar em corte rápido: a projeção mediana para a Selic no fim de 2026 não para de subir. No começo do ano, eles viam algo perto de 12%; agora projetam 13,5% — e só na última semana a estimativa subiu mais um degrau, de 13,25% para 13,5% (a de 2027 foi de 11,25% para 11,5%). Tradução: juro alto por mais tempo.
O motivo é a inflação que não dá trégua. As expectativas para o IPCA de 2026 sobem há treze semanas seguidas e já batem 5,11%, bem acima do teto de 4,5% da meta. Some o dólar rondando os R$ 5,17 e o petróleo nervoso com o Oriente Médio, e o Banco Central fica com menos espaço para cortar.

A projeção dos economistas para a Selic no fim de 2026 subiu de cerca de 12% em janeiro para 13,5% agora, degrau a degrau. Fonte: Banco Central, projeções dos economistas · Elaboração: Daily Brew.
Não é um susto pontual. A revisão veio junto com a piora das contas de inflação e com a percepção de que o estímulo do governo vai segurar a demanda aquecida — e sobre isso falamos no próximo bloco. Nos contratos de DI (os juros futuros negociados na bolsa, onde o mercado de fato aposta no caminho da Selic), o movimento é o mesmo: embute-se hoje menos corte do que se via um mês atrás.
O Copom — o comitê do Banco Central que define a Selic — decide na próxima quarta (17/06), no mesmo dia do Fed. Ninguém espera mudança agora; a discussão é quanto a Selic vai cair até dezembro. E essa conta, que há pouco apontava 13%, voltou a subir. Para quem paga financiamento ou rola dívida, o recado é simples: o dinheiro caro vai durar mais do que se imaginava.
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💬 A frase do dia
“Talvez o Banco Central tenha sido um pouco conservador e deveria ter estabelecido a taxa de juros em um patamar ainda mais alto para cumprir a meta.”
— Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central · CAE do Senado · 19/05/2026
Vindo de quem comanda o Banco Central, é uma admissão e tanto: o juro talvez devesse ter subido ainda mais. Tradução prática — a porta para juro mais baixo não vai abrir tão cedo.
Brasil · Conta adiada
Crédito · subsídios · renda · PIB · dívida · Fitch · 2027
Estímulo de R$ 190 bi infla a economia do país em 2026 e desaparece em 2027
Enquanto o juro aperta de um lado, o governo pisa no acelerador do outro. Crédito subsidiado, programas de renda e medidas tributárias devem somar um impulso de até 1,4 ponto do PIB em 2026 — quase R$ 190 bilhões. A economia sente: o desemprego está em 5,8%, o crédito cresce e o consumo segura a atividade acima do seu potencial.
É a mão visível do Estado puxando o crescimento: bancos públicos ampliam o crédito direcionado, os programas de transferência ganham reforço e desonerações pontuais aliviam setores escolhidos. No ano da eleição, é um roteiro conhecido — e que funciona no curto prazo: renda na veia aparece rápido no bolso do eleitor, bem antes de a conta chegar.
E a conta vem depois. A dívida pública federal já bateu 67,4% do PIB, ante 65,5% em fevereiro. E a Fitch — uma das três grandes agências que dão nota de risco aos países —, que na semana passada elevou a previsão de crescimento de 2026 para 2,1%, cortou a de 2027 para 1,7%, justamente porque o estímulo perde força depois da eleição. Cresce mais agora, menos depois.
🎓 O que a teoria diz
Ciclo político-orçamentário (Nordhaus, 1975): governos tendem a aquecer a economia no ano da eleição — mais gasto, mais crédito, mais renda na veia — e empurrar o ajuste para depois da posse. O eleitor sente o bolso cheio antes de votar; a fatura (inflação resistente, dívida maior, juro alto) chega no ano seguinte. 2026 é o ano do estímulo; 2027, o do acerto.
E daí?
Estímulo forte hoje significa inflação e juro resistentes amanhã — e é por isso que os economistas pararam de apostar em corte agressivo. Para quem investe, título prefixado longo segue arriscado enquanto o tamanho do ajuste de 2027 não estiver na mesa.
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EUA · Cara nova
Fed · Kevin Warsh · Powell · FOMC · CPI · Trump · 17 de junho
Kevin Warsh substitui Jerome Powell no banco central dos EUA e estreia decidindo os juros
Os Estados Unidos têm um novo comandante da política monetária. Kevin Warsh assumiu o Fed — o Federal Reserve, o banco central americano — em maio, no lugar de Jerome Powell, confirmado pelo Senado por apertados 54 a 45, a votação mais dividida da história do banco. Ex-diretor do Fed e visto como próximo de Donald Trump, Warsh defende que há espaço para cortar o juro, mas promete decidir pela sua cabeça, não pela da Casa Branca.
O pano de fundo é tenso. Trump pressiona publicamente por juro mais baixo, e cada fala de Warsh virou teste de independência: afrouxar demais soa como obediência ao governo; segurar demais contraria quem o indicou. Por isso o mercado não quer saber só do número da taxa — quer ler o tom da estreia.
E a estreia tem hora marcada. Na quarta (10/06) sai o CPI de maio — o índice de inflação ao consumidor dos EUA, equivalente ao nosso IPCA —, a última grande leitura de preços antes da reunião; se vier quente, complica a conversa sobre corte. Na semana seguinte, em 16 e 17, o Fed decide: o mercado dá 99% de chance de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75%, então o que importa é o recado de Warsh sobre o caminho adiante. E, no mesmo 17, o Copom decide aqui: juro dos dois lados do equador no mesmo dia. Para o real e para a bolsa, o humor de Nova York volta a mandar.
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📅 O que vem aí
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Qua 10/06 |
CPI dos Estados Unidos (maio) — a inflação americana, última grande leitura antes de o Fed decidir. Alto impacto |
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Sex 12/06 |
IPCA de maio (Brasil) — o dado que vai dizer se a inflação cede ou confirma o temor do mercado. Alto impacto |
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16 e 17/06 |
Fed e Copom decidem o juro — na próxima semana, as duas decisões saem na mesma quarta (17). Alto impacto |
📚 Vale ler
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Com a inflação em alta, o mercado reduz a aposta em corte de juro e pressiona o Banco Central Por que a expectativa para a Selic no fim de 2026 voltou a subir — e o que isso muda para a reunião do Copom na próxima semana. JORNAL DE BRASÍLIA · ECONOMIA · 2026 |
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Fitch eleva o PIB de 2026, mas corta 2027 por menor impulso fiscal A agência vê o Brasil crescer 2,1% neste ano e desacelerar para 1,7% no próximo, quando o estímulo perde força. INFOMONEY · ECONOMIA · 04/06/2026 |
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Kevin Warsh vence a confirmação no Senado e assume o banco central dos EUA no lugar de Powell Quem é o novo presidente do Fed, o placar apertado (54 a 45) e o que ele sinaliza para o juro americano antes da estreia. CNBC · ECONOMIA · 13/05/2026 |

