In partnership with

The Last Time Stocks Were This Expensive Was December 1999.

"Right now, it's good. But it was in '72, '86, 2000, and 2007." - Jamie Dimon, May 2026.

The Shiller CAPE ratio just hit 42.3. The only time in 140 years it's been higher? December 1999.

Stocks can stay expensive for a long time...

It’s one metric to consider, but when your portfolio is built around the most expensive equities in modern history, what else you diversify with could really matter.

Blue-chip contemporary and post war art has shown near-zero correlation with the S&P since 1995.* Prices are largely driven by private collectors competing for a fixed supply of artwork by artists like Banksy, Basquiat, and Picasso.

Masterworks lets you invest in shares of that market.

  • $1.3B deployed across 500+ artworks

  • 29 exits to date

  • Net annualized returns like 16.5%, 17.6%, and 17.8%, not including those unsold

*According to Masterworks data. Investing involves risk. Past performance is not indicative of future returns. See important Reg A disclosures at masterworks.com/cd.

☕ Bom dia

No topo do serviço público, alguns salários estão a poucos votos de furar o teto e quase dobrar.

O emprego está no melhor nível em anos, mas boa parte das vagas não tem carteira.

A dívida do governo bateu um número que nunca tinha visto.

E, na Copa, estudo do Goldman Sachs vê o Brasil chegando à semifinal. ☕

Foto de capa: fachada de um tribunal com colunas clássicas.

Brasil · Judiciário

Teto · penduricalhos · supersalários

STF abre caminho para juiz ganhar até R$ 78 mil, acima do teto de R$ 46 mil

O serviço público tem um teto: nenhum servidor deveria ganhar mais que um ministro do STF, hoje R$ 46,3 mil por mês. É esse mesmo teto que o próprio STF está prestes a furar. Os ministros estão prestes a deixar juízes e promotores do topo da carreira chegarem a cerca de R$ 78,8 mil por mês, mais de R$ 32 mil acima do limite que vale para todo mundo.

A conta se monta em duas partes. Os chamados penduricalhos, que são pagamentos por fora do salário, como férias que viram dinheiro, licença-prêmio, plantão pago à parte e adicional por tempo de casa, podem somar até 35% do teto. Em março deste ano, foi criado também um adicional por tempo de serviço: 5% a cada cinco anos de carreira, até mais 35%. Junta tudo e dá até 70% acima do teto, ou seja, os tais R$ 78,8 mil.

O julgamento corre num plenário virtual, sem sessão ao vivo, e vai até terça (30/06). Nele, os ministros ajustam a regra para o lado mais generoso. Liberam o pagamento retroativo de férias, licenças e plantões acumulados antes da decisão, respeitado o limite de 35%. Mandam pagar o adicional por tempo de serviço de ofício, sem o servidor precisar pedir. E estendem o benefício a aposentados e pensionistas.

Até domingo, já eram oito votos a zero pela liberação, faltando só Cármen Lúcia e Nunes Marques. A divisão é sobre o limite: cinco ministros querem manter o teto de 35% para esses extras, e três, com Luiz Fux à frente, defendem pagar sem teto nenhum. O julgamento virtual vai até terça. Os defensores dizem que os R$ 78,8 mil são um caso de topo, só para quem já recebe o teto, tem 35 anos de carreira e acumula adicionais previstos em lei.

Para dar a dimensão da conta: entre agosto de 2024 e julho de 2025, pelo menos R$ 20 bilhões foram pagos acima do teto no setor público, segundo estudo da República.org com o Movimento Pessoas à Frente, e a maior fatia saiu da magistratura. No fim das contas, foi o próprio Judiciário decidindo sobre o salário do Judiciário. No papel, o teto continua sendo R$ 46,3 mil. Na prática, no topo, virou quase R$ 79 mil.

📚 Teoria · teto e penduricalhos

Teto remuneratório é o valor máximo que o serviço público pode pagar a uma pessoa por mês, fixado no salário de um ministro do STF (hoje R$ 46,3 mil). A ideia é simples: nenhum servidor ganha mais que isso. Penduricalhos são pagamentos que entram por fora do salário base, como férias transformadas em dinheiro, licença-prêmio, plantão pago à parte e adicional por tempo de casa. Quando ficam de fora da conta do teto, o salário final estoura o limite sem, no papel, parecer que o furou.

E daí?

Esse dinheiro não cai do céu: é imposto que você paga. Cada real pago acima do teto é um real que deixa de ir para fila de hospital, vaga de escola ou polícia na rua. E não é troco: só num ano, foram pelo menos R$ 20 bilhões acima do teto no setor público, a maior parte na magistratura.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Brasil · Trabalho

Desemprego · renda · informalidade

Desemprego cai a 5,6%, o menor desde 2012, mas 1 em cada 3 é informal

O IBGE divulgou na sexta (26) que o desemprego caiu para 5,6% no trimestre até maio. É o menor nível para um mês de maio desde 2012, quando a série começou. Na prática, sobrou menos gente procurando vaga e não achando.

Em números, são 6,1 milhões de pessoas atrás de trabalho, 624 mil a menos que um ano atrás. E o total de gente ocupada bateu recorde: 102,7 milhões. A renda média também subiu, chegou a R$ 3.726, alta de 4% em um ano já descontada a inflação. O gráfico mostra a queda, do pico de quase 15% em 2021 até os 5,6% de agora.

Tem um porém do tamanho do braço. Mais de um terço de quem está ocupado, 37,3%, ou 38,3 milhões de pessoas, está na informalidade. A fatia até recuou um tiquinho em um ano, mas segue enorme: é gente que trabalha de aplicativo, faz bico ou vende por conta própria, sem carteira assinada, sem contribuição e sem os direitos que vêm junto. É trabalho que aparece na estatística, mas que, numa doença ou numa demissão, não tem seguro nem FGTS pra segurar a queda.

Esse mercado de trabalho aquecido, com gente empregada e renda subindo, é boa notícia. Só que tem um efeito colateral: com mais dinheiro circulando e o consumo firme, o Banco Central fica com mais medo da inflação e segura os juros básicos lá no alto.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Brasil · Contas públicas

Dívida · juros · o que pesa no orçamento

Com os juros no alto, a dívida do governo passa de R$ 9 trilhões pela primeira vez

O Tesouro Nacional abriu as contas na sexta (26) e o número veio redondo e histórico: a dívida pública federal, o total de tudo o que o governo deve em títulos, passou de R$ 9 trilhões pela primeira vez. Fechou maio em R$ 9,03 trilhões, um salto de R$ 234 bilhões em um mês só.

De onde veio esse pulo? Boa parte é juro se acumulando em cima de juro. Foram cerca de R$ 100 bilhões que entraram na conta no mês sem o governo gastar um centavo a mais: é a própria dívida engordando sozinha porque rende juros todo dia, como uma fatura de cartão que cresce enquanto você não paga.

E aí mora o problema. Quase metade da dívida (49%) acompanha a taxa básica de juros. Com o juro lá em cima para segurar a inflação, cada pedaço que o governo precisa renovar volta mais caro. Quanto mais alto o juro, mais pesada fica a conta.

E por que isso chega até você? Porque o juro da dívida é uma das maiores contas do país, e ela não vem de graça. Cada real que vai pagar juro é um real que não vira posto de saúde, creche ou estrada. Enquanto o juro básico não cair de verdade, essa fatia do orçamento vai continuar indo embora antes de chegar na ponta.

É o mesmo consumo aquecido e o emprego em alta que vimos acima aparecendo aqui pelo avesso. A economia girando rápido obriga a manter o juro alto, e o juro alto encarece a dívida do país. Um lado puxa o outro: é o lado B da economia aquecida.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp
Foto de capa: torcida brasileira comemorando com bandeiras nas ruas.

Brasil · Copa do Mundo

Goldman Sachs · favoritos · Brasil x Japão

Goldman Sachs dá 76% ao Brasil contra o Japão e o vê na semifinal

Acabou a primeira fase da Copa e o Goldman Sachs, o banco que todo ano tenta cravar o campeão, refez as contas. A nova favorita é a França, com 22,4% de chance de levar a taça, seguida de perto pela Argentina, com 21,6%, e pela Espanha, com 20,9%. E não é só o banco: as casas de aposta também põem a França na frente. O Brasil aparece em quarto, com 8,9%, e aí o Goldman é o mais otimista da turma com a seleção: as casas de aposta dão uns 7% ao Brasil e os mercados de previsão, onde se aposta dinheiro de verdade, só uns 6%. Ou seja, pela conta do banco, apostar no Brasil até sai barato.

Mas o jogo que interessa é hoje: Brasil x Japão, às 14h, a estreia no mata-mata. O time de Ancelotti é favorito folgado, com 76% de chance de passar, e o retrospecto explica: em 14 jogos, são 11 vitórias do Brasil. O Japão só ganhou uma vez, no 3 a 2 de virada em Tóquio, em outubro de 2025. Nesta Copa, o Brasil empatou com o Marrocos e bateu Haiti e Escócia por 3 a 0, com Vini Jr em alta.

No mapa do Goldman, o Brasil vai longe: passa pelo Japão, pela Noruega e pela Inglaterra, e só cai na semifinal, para a Argentina. Mas nem todo mundo concorda. O economista Joachim Klement, que acertou as três últimas Copas, aposta na zebra: o Japão eliminando o Brasil já na estreia, com a Holanda campeã. A gente já contou essa aposta numa edição da Daily Brew.

📱 Compartilhe essa notícia pelo WhatsApp

Que nota você dá pra edição de hoje?

Login or Subscribe to participate

📊 Mercados — Fechamento da semana (sexta, 26/06)

AtivoFechamentoNa semana
Ibovespa173.295 pts↑ +2,8%
Dólar (comercial)R$ 5,17↑ +0,1%
Petróleo (Brent)US$ 72↓ −9,8%
OuroUS$ 4.079↓ −3,4%
S&P 5007.354 pts↓ −2,0%
BitcoinUS$ 59.418↓ −5,2%

Fontes: B3, InfoMoney, Trading Economics, Investing.com e CoinGecko · variação na semana (até sexta, 26/06) · Elaboração: Daily Brew

☕ Daily Brew · Indique e ganhe

Indique a Daily Brew

Enquanto o Copom decide quanto rende o seu dinheiro, a gente já decidiu quanto rende a sua indicação: cada amigo que você traz vira recompensa, e a caneca exclusiva é o primeiro juro que você compõe aqui.

Patrocine a Daily BrewDAILY
BREW

A newsletter que milhares de pessoas leem antes da primeira reunião.

Economia e mercados explicados em 5 minutos, todos os dias, direto na caixa de entrada. Sua marca na frente de um público que decide, investe e influencia.

7h

no ar todos os dias

5 min

de leitura

100%

público engajado

✉  [email protected]

Keep Reading